domingo, 28 de fevereiro de 2021

CEGUEIRA COLETIVA








Quem vê e faz que não vê

Uma situação grave

Toma atitude adversa 

Em tudo criando entrave

Assim são muitas pessoas

Sem praticar ações boas 

Comportam-se à revelia

De uma crise ostensiva

A CEGUEIRA COLETIVA

FAZ CRESCER A PANDEMIA.


Pobreza de consciência

Gera insubordinações

Mal educados insistem 

Fazer aglomerações

Indiferentes ao mal

Acham tudo trivial

Tratando com rebeldia

Qualquer ação restritiva

A CEGUEIRA COLETIVA

FAZ CRESCER A PANDEMIA.


Uma cegueira que gera 

A insensibilidade

E a fria indiferença

À dura realidade

Máscaras sendo descartadas

Quando devem ser usadas

Pela grande serventia

E medida preventiva

A CEGUEIRA COLETIVA

FAZ CRESCER A PANDEMIA.


A pandemia aumentou 

Na campanha eleitoral

Nas festas do fim do ano

Seu avanço foi geral

Do carnaval clandestino

O resultado é ferino

Que o povo em maioria

Agiu de forma abusiva

A CEGUEIRA COLETIVA

FAZ CRESCER A PANDEMIA.


Em meio a tudo isso 

Os efeitos são tiranos

Com irreparáveis perdas

De tantos seres humanos

Devido a grande cegueira

Uns levam na brincadeira

E cheios de apatia

Vão na linha destrutiva

A CEGUEIRA COLETIVA

FAZ CRESCER A PANDEMIA.


É absurda a conduta

Que mantém o Presidente

Usando a politicagem

Rasteira e inconsequente

Marcado por tanta falha

O seu governo atrapalha

E a nação se angustia

Dentro de um barco à deriva

A CEGUEIRA COLETIVA

FAZ CRESCER A PANDEMIA.


Você por não enxergar

Relaxou com os cuidados

Está na praia, nos bares

Está em shoppings lotados

Esquece o que o vírus faz

Não vê que nos hospitais

Tem choro, dor, agonia

E a morte na ofensiva

A CEGUEIRA COLETIVA

FAZ CRESCER A PANDEMIA.


Será que  não dá pra ver

Hospitais superlotados

E tantos seres humanos

Morrendo asfixiados?

E a cepa das variantes

Contaminando em instantes

A qualquer hora do dia

De forma mais agressiva

A CEGUEIRA COLETIVA

FAZ CRESCER A PANDEMIA.


Portanto amigo, abra os olhos 

Siga as orientações

Para o seu bem e o dos outros

Evite aglomerações

Faça a sua parte, ajude

Colabore com a saúde

Seguindo por essa via

Sua ação é positiva

A CEGUEIRA COLETIVA

FAZ CRESCER A PANDEMIA.


Autor: Zé Bezerra

sábado, 20 de fevereiro de 2021

VIVER O TEMPO PRESENTE








Presente é tempo que existe

Por ser concreto e real

É o aqui, o agora

Visível, material

Com sonho ou com pesadelo

Está para nós vivê-lo

De forma bem natural.


Com racionalidade

Prudência e inteligência

Cabe a nós nos prepararmos

Para termos resistência

Em climas quentes ou frios

Enfrentando os desafios

Que surgem na existência.


Cientes de que a vida 

Nos veio gratuitamente

Sendo doada por Deus

É preciosa pra gente

E pra melhor defendê-la

É nosso dever vivê-la

Se possível, plenamente.


Com luta, com sacrifício

E responsabilidade

Seja vivendo a bonança

Ou a adversidade

A Deus sejamos fieis

Firmando o nossos pés

No chão da realidade.


O bom é sermos empáticos

Seja aqui ou seja além

O presente  bem vivido

Grande sentido ele tem

Nossas vidas serão boas

Quando as outras pessoas

Estão felizes também.


Certamente o presente

É pra nós mais efetivo

Mais digno, mais agradável

Mais significativo

Se do bem somos munidos

Estando fortalecidos

Por espírito coletivo.


Já que o passado está fora

Não pertence mais a gente

E o futuro também

Não parece pertinente

Vamos de cabeça erguida

Alicerçar nossa vida

Sobre as rochas do presente.


Autor: Zé Bezerra 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

PLURALIZANDO VERSOS E RIMAS









Os ventos sopram velozes

Por morros, serras e montes

Águas límpidas nas nascentes

Fluem e abastecem as fontes

Raios solares cintilam

Encantando os horizontes.


Veículos lentos nas pontes

E rápidos, em vias retas

Técnicos de vários esportes

Preparando seus atletas

E as musas parnasianas

Enamorando os poetas.


Dispostos a cumprir metas

Esforçam-se os operários

Com prioridade aos lucros

Atuam os empresários

Políticos de várias frentes

Reúnem seus partidários.


Grupos lutam por salários

Em várias categorias

Classes privilegiadas

Usufruem mordomias

E milhões de empobrecidos 

Lotando as periferias.


Aumenta todos os dias 

O rol dos desempregados

Os desníveis sociais

Tornam-se mais elevados

Do petróleo, sobem preços 

De todos seus derivados.


Em países e estados

Perde a cultura, as raízes

Professores inseguros

Formam mal seus aprendizes

Em tempos desfavoráveis

Multiplicam-se as crises.


Sentenças de alguns juízes

Podem ser mal decretadas

Mansões luxuosas ficam

Por muito tempo fechadas

Barracos toscos envoltos 

Em lonas empoeiradas.


Andarilhos nas estradas

Levando seus matolões

Detetives disfarçados

Fazem investigações

A ONU pede que cessem 

Conflitos entre as nações.


Teriam outros senões

Com essas matérias primas

Porém não houve empecilhos

Nem divagação nos climas

Só se quis fazer plurais

Em todos versos e rimas.


Autor: Zé Bezerra




terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

SEM CARNAVAL









Escolas pedem socorro

Pisando na corda bamba

Nem Acadêmicos do Morro

Nem Confiança do Samba 

Lá na sede enclausurada

Ficou a Águia Dourada

Sem mostrar a fantasia

Pelas ruas de Natal

Não tivemos carnaval 

Por causa da pandemia.


Blocos: Grilo e Fuleragem

Carecas, Bruxas, Ressaca

Abeyome em desvantagem

Banda do Siri empaca

Troças não mostrou a cara

Nem o Baiacu na Vara

Os Papangus quem diria

Sumiram da capital

Não tivemos carnaval

Por causa da pandemia.



Não puderam desfilar

Lá no Rio de Janeiro

A Unidos de Pilar

Acadêmicos do Salgueiro

Viradouro, São Clemente

Grande Rio, Independente

Mangueira não fez folia

No seu grupo especial

Não tivemos carnaval

Por causa da pandemia.


Grandes carros alegóricos

Chegaram a ser projetados

Enredos, temas históricos

Não foram apresentados

Os sambódromos sem ninguém

Porque a Covid tem

Provocado a cada dia

Efeito grave e letal

Não tivemos carnaval

Por causa da pandemia.


Autor: Zé Bezerra 







domingo, 14 de fevereiro de 2021

SONHANDO COM UM MUNDO BOM









Que o mundo ficava diferente

Isso eu vi numa noite que sonhei

Por ação da justiça e pela lei

Todos eram tratados igualmente

Sendo a educação linha de frente

Ninguém era privado do  saber

As ações do direito e do dever

Cada um ser humano exercia

Eu sonhei que o mundo inda seria

Um lugar muito bom pra se viver.


As nações eram bem civilizadas

Todos valorizavam o bem comum

Era obrigação de cada um

Ter as suas famílias educadas

As diversas culturas respeitadas

Incentivo ao esporte e ao lazer

Na pessoa era fácil perceber

O seu zelo pela cidadania

Eu sonhei que o mundo inda seria

O lugar muito bom pra se viver.


Tendo alguns desajustes pontuais

O progresso não era interrompido

Só havia país desenvolvido

Desemprego não existia mais

E as desigualdades sociais

Todas elas deixavam de ocorrer

Semeava-se amor para colher

Paz, ternura, amizade e empatia 

Eu sonhei que o mundo inda seria

Um lugar muito bom pra se viver.


Autor: Zé Bezerra




sábado, 30 de janeiro de 2021

CORAÇÃO: PORTAS INVERSAS













O coração é um cofre

Que em todos os momentos

Pode guardar sentimentos

Pra isso sempre desperta

E aquele que o bem guardar

Pode se denominar

Coração de porta aberta.


No entanto, há coração

Que traz em si a desdita

Porque no seu íntimo habita

Somente o que desagrada

Tomado de arrogância

É por transpirar ganância

Coração porta fechada.


O coração que é fraterno

Está cheio de alegria

De ternura e empatia

Ama na medida certa

Na alegria e na dor

É por ser cheio de amor

Coração de porta aberta.


Mas há do lado contrário

Coração seco e maldoso

Odiento, rancoroso

Tipo uma fera enraivada

Que não sabe querer bem

Quem possui um assim tem

Coração porta fechada.


Coração que hospeda amor

Possui afeto e ternura

Tem meiguice, tem doçura

Estando sempre alerta

Para amar o tempo inteiro

Esse é o verdadeiro

Coração de porta aberta.


Porque bem e mal existem

Os corações são assim

Tem o bom, tem o ruim

Um tem porta escancarada

Esse é de carne e só ama

O de pedra, a gente chama

Coração porta fechada.


Autor: Zé Bezerra








domingo, 24 de janeiro de 2021

SEIS ANOS DA APLA













Faz seis anos que a APLA foi fundada

Importantes são seus objetivos

Periodicamente em bons arquivos

A história vai sendo registrada

Da associação estruturada

Com seu  protagonismo e maestria

Que quer ser da cultura a alquimia

Isso afirma em discursos e apartes

Nos pilares das letras e das artes 

Fundamenta-se nossa academia.


Acadêmicos, são hoje vinte e três

Sendo trinta cadeiras franqueadas

Faltam sete pra serem ocupadas

Certamente alguém espera a vez

Se de anos a APLA já tem seis

Nas ações apresenta autonomia

Empenhando-se pela garantia

De uma cultura livre sem descartes

Nos pilares das letras e das artes

Fundamenta-se nossa academia.


Apoiando artesãos e sanfoneiros

Escritores, pintores, folcloristas

Dançarinos, cantores, cordelistas

Coreógrafos, escultores, violeiros

Jornalistas, atores, cancioneiros

Os poetas no afã da poesia

Circenses e quem faz dramaturgia

Os que são da cultura baluartes

Nos pilares das letras e das artes

Fundamenta-se nossa academia.


Autor: Zé Bezerra




terça-feira, 19 de janeiro de 2021

VALE MAIS ESPERANÇAR











Esperar passivamente

Pelo que pode surgir

Se vai vir, se não vai vir

A gente fica a pensar

E o tempo vai passando

Não fique só esperando

Mais vale é esperançar.


A esperança consiste

Ter a expectativa

Mas pra ser mais positiva

Essa forma de esperar

É bom aguardar lutando

Não fique só esperando 

Mais vale é esperançar.


Esperançar é agir

Não é só olhar de fora

É estar fazendo a hora

Pra o resultado alcançar

Mãos na massa colocando

Não fique só esperando 

Mais vale é esperançar.


Como num toque de mágica

As coisas não acontecem

Pelos sinais que aparecem

De algo que vai chegar

Alguns passos vamos dando

Não fique só esperando

Mais vale é esperançar.


Quem espera sempre alcança

Esse é um velho ditado

Porém esperar sentado

É comodismo vulgar

Que vai se consolidando

Não fique só esperando

Mais vale é esperançar.


Autor: Zé Bezerra







 

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

NORDESTINO, MATUTO E SERTANEJO












Sou feliz em ser filho do sertão

Lá no pé de uma serra ter nascido

Num lugar muito pobre ter crescido

Era a roça, o lugar de ocupação

E no mês que havia diversão

O forró pé de serra era o festejo

Na enxada era firme no manejo

Só voltava do campo, o sol a pino

Sinto orgulho de ser um nordestino

Pele grossa, matuto e sertanejo.


Muita honra me faz ser lá do mato

Duma brenha esquisita na quebrada

Uma casa de taipa esburacada

Da pobreza extrema era o retrato 

Só aos vinte de idade usei sapato

Imagine o tamanho do meu desejo

Pelo retrovisor da vida eu vejo

Vários filmes do tempo de menino

Sinto orgulho de ser um nordestino

Pele grossa, matuto e sertanejo.


Todo dia levanto à madrugada

Em seguida já lavo cada pote

Num galão pendurado no cangote

Da cacimba, a água é transportada

Minha nega também já acordada

Faz café com cuscuz, só não tem queijo

Bebo, como e não fica nem sobejo

Que engrosse a lavagem do suíno

Sinto orgulho de ser um nordestino

Pele grossa, matuto e sertanejo.


Acho bom minha pele ser tostada

É sinal que no campo a vida é dura

Mesmo tendo desprezo, a agricultura

Minha roça bem cedo, ela é plantada

É no tôco, não tem terra cortada

Na enxada sou bamba no traquejo

Se o ano for seco, o meu desejo

É sofrer e chorar igual menino

Sinto orgulho de ser um nordestino

Pele grossa, matuto e sertanejo.


Autor: Zé Bezerra




sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

AUTODETERMINAÇÃO










Com as minhas atitudes

Para todos me apresento

Agindo em conformidade

Com o meu comportamento

Busco na hora que penso

Evitar o contrassenso

Quando decidido estou

É que planejo as ações

Pelas minhas decisões

Eu determino quem sou.


A performance, o perfil

Identificam meu ser

Se sou prudente e sensato

Já aprendi a viver

Porém se sou desleixado

Vivo desorganizado

Sem saber pra onde vou

Desconheço as direções

Pelas minhas decisões

Eu determino quem sou.


Sendo um sujeito imaturo

Insensato, alienado

Sem preocupar-se em 

Seguir no caminho errado

Sem ligar esforços gastos

Com resultados nefastos

De um barco que afundou

Nas ondas das ilusões

Pela minhas decisões

Eu determino quem sou.


Vivendo a cidadania

Preservando a liberdade

Pelos efeitos da ética

Priorizando a verdade

Nesse papel consciente

Querendo o tempo presente 

Melhor que o que passou

Com mais paz nos corações

Pelas minhas decisões

Eu determino quem sou.


Autor: Zé Bezerra