quarta-feira, 27 de maio de 2020

ELES MOSTRAM O QUE SÃO

Quem viu um vídeo mostrado
Na mídia recentemente
Se tiver bom senso sente
Profunda indignação
E asco de todo jeito
Pela falta de respeito
Dos que governam a nação.

Em reunião de cúpula
Pauta ministerial
Com o chefe surreal
Xingando e falando alto
O que ali veio à tona
Mostra como funciona
O Palácio do Planalto.

Ministro Ricardo Sales
Que é do meio ambiente
Disse ali abertamente:
- Tem que passar a boiada,
Se aproveita a pandemia
Se faz tudo à revelia
Sem Congresso votar nada!

Damares Alves, ministra
Da Família e da Mulher
Vai jogar pesado e quer
Punição aos malfeitores
Que só querem aparecer
Precisa mandar prender
Prefeitos e governadores.

E um tal dum Abraham
Weintraub, lê-se "Entrave"
Esse aí foi o mais grave
Pela extrema arrogância
Pasme toda a nação
Ministro da Educação
Com tanta ignorância!

Falou que os vagabundos
Do Supremo, são um peso
Cada um deve ser preso
E quem tiver ao redor
Com seu tom destemperado
O cara é mal educado
Igual ao Bozo ou pior.

Disse que odeia os índios
Em tom sarcástico e sinistro
Ouvir isso do ministro
Titular da Educação
É difícil tolerar
Não tem como dar lugar
A tanta decepção.

É tipo um prato indigesto
Sua visão é pequena
O MEC  ele  não coordena
Só tem previsão ruim
De um país em derrocada
Com a educação travada
Por um indivíduo assim.

O capitão aos berros
Sem nem pensar na nação
Querendo mais proteção
Pra ele e sua família
Vimos tudo claramente
Como é que essa gente
Atua lá em Brasília.

Naquela reunião
Que o chefe comandou
Ali só predominou
O chulo e a baixaria
Por gente sem compostura
Que já pensa em ditadura
Dentro da democracia.

Autor: Zé Bezerra








sexta-feira, 15 de maio de 2020

O PRESIDENTE QUE TEMOS

O presidente não para
De decepcionar
Tem mostrado até aqui
Que não sabe governar
E se não sabe o que faz
Quer dar uma de audaz
Mas isso o torna pedante
Fraco e  desinteligente
Nós temos um presidente
Incapaz e arrogante.

Ele  além de ser turrão
Sádico e mal educado
Demonstra nas atitudes
Que está despreparado
Não consegue liderar
Nem sabe dialogar
É rude e ignorante
Antiquado e prepotente
Nós temos um presidente
Incapaz e arrogante.

Enorme crise política
Provocou com seus deslizes
No momento que o Brasil
Sofre duas graves crises
Ele instalou a terceira
Feito uma mula coiceira
Porque é deselegante
E ainda inconsequente
Nós temos um presidente
Incapaz e arrogante.

Com seu autoritarismo
Manifesta a cada dia
 Abuso e desrespeito
Pra com a democracia
E de forma surreal
Na Polícia Federal
Insiste em ser o mandante
Com seu papel de insolente
Nós temos um presidente
Incapaz e arrogante.

Por pirraça ele incentiva
Ataques ao parlamento
E faz ao STF
Acintoso enfrentamento
A tais instituições
Essas suas agressões
Dão sinais que o comandante
Perdeu-se completamente
Nós temos um presidente
Incapaz e arrogante.

A crise da pandemia
Não sabe administrar
Os despautérios que fala
Só fazem atrapalhar
Ridículo o seu " e daí ? "
Do Oiapoque ao Chuí
Isso foi tão humilhante
Que dá revolta na gente
Nós temos um presidente
Incapaz e arrogante.

Pela alta insensatez
E a incapacidade
Todo dia está caindo
Sua popularidade
Do seu partido saiu
Criar um, não conseguiu
Porque nosso governante
Pra isso é incompetente
Nós temos um presidente
Incapaz e arrogante.

Quem diz que ele é um louco
Não sabe toda a verdade
Nele em lugar de loucura
O que tem muito é ruindade
Não liga em fazer ofensa
Esculachando a imprensa
Pelo visto mais adiante
Vai perder sua patente
Nós temos um presidente
Incapaz e arrogante.

Autor: Zé Bezerra





segunda-feira, 11 de maio de 2020

CAMINHANDO SE FAZ O CAMINHO















Caminhar num rumo certo
Sem arredar da estrada
Direcionando os passos
Ao fazer a caminhada
Se o caminho é estreito
 Durante o  percurso feito
Mesmo tendo que passar
Por entre pedra e espinho
Pra se fazer o caminho
É preciso caminhar.

Tomé disse pra Jesus:
- Ninguém consegue saber
Qual o caminho a seguir
Jesus ao lhe responder
Disse: - O caminho sou eu
Felipe, outro apóstolo seu
Pediu pra Ele mostrar
O pai, pra tudo ficar
Conhecido de pertinho
Pra se fazer o caminho
É preciso caminhar.

Pra que o caminho seja
Com cuidado construído
Primeiramente é preciso
Que seja bem conhecido
E pra conhecê-lo bem
É necessário também
A pessoa procurar
Livrar-se do descaminho
Pra se fazer o caminho
É preciso caminhar.

Com uma fé permanente
E paz estabelecida
Assim nós podemos dar
Boa direção à vida
Nos momentos de fracasso
Tentando acertar o passo
Nós poderemos chegar
Ao topo devagarinho
Pra se fazer o caminho
É preciso caminhar.

Autor: Zé Bezerra





sexta-feira, 8 de maio de 2020

TRABALHADORES & DESEMPREGADOS (soneto)





O primeiro de maio dia universal
Devido a crise foi pouco lembrado
Mas o trabalhador em qualquer local
Merece ser bem valorizado.

Mas para ele é raro ser tributado
O reconhecimento profissional
Isso não é feito em nenhum estado
Já que o predomínio é do capital.

Por outro lado é grande a desventura
Da realidade massacrante e escura
Que gera incerteza e desassossego

Nos solidarizemos com as aflições
Dos muito mais de treze milhões
De irmãos brasileiros que não têm emprego.

Autor: Zé Bezerra






sábado, 2 de maio de 2020

SOU PRESIDENTE, NÃO SOU COVEIRO























Tem gente ficando com raiva de mim
Eu não dou cartaz a quem é encrenqueiro
Essa pandemia não só é aqui
Ela se estende pelo mundo inteiro
Não tou nem ligando se os velhos morrem
Eu sou presidente, eu não sou coveiro.

Eu tenho razão em xingar vocês
Que andam pensando que sou milagreiro
Se tem um Messias no meu sobrenome
É pra ver que sou o maior brasileiro
Digo a quem tá vivo e a quem morreu
Eu sou presidente, eu não sou coveiro.

Pesa mais que chumbo minha canetada
Mandetta queria virar um guerreiro
Mandei ele às favas com seu secretário
Agora tem Nelson meu bom companheiro
General Eduardo,  mais um que dei vez
Eu sou presidente, eu não sou coveiro.

Do coronavírus eu não tenho medo
Só fica em casa quem é beradeiro
Acabem essa farsa de isolamento
Vão tudo pra rua, tou dando dinheiro
Não vou me importar se alguém bate as botas
Eu sou presidente, eu não sou coveiro.

A imprensa fica mentindo pro povo
O número de mortos não é verdadeiro
O que tem muito é alarme falso
Em Manaus, São Paulo e Rio de Janeiro
Se morrerem dez mil, eu digo: "e daí?!"
Eu sou presidente, eu não sou coveiro.

Autor: Zé Bezerra

terça-feira, 28 de abril de 2020

SIMBA E EU (soneto)






















Eu moro com Simba, ele é meu amigo
Nós compartilhamos dessa convivência
Ele entende as frases que sempre lhe digo
É admirável sua inteligência.

Em alguns momentos não tem paciência
E não quer seguir o caminho que sigo
Por ser um garoto na adolescência
Tem vez que ele fica se expondo ao perigo.

Eu sou reservado e fraco de conquista
Ele é avançado, um cara farrista
Sem ver as paqueras não se acostuma.

Enquanto eu sou tímido, ele faz bravatas
É um ricardão,  ama a sete gatas
E eu até aqui não tenho nenhuma.

Autor: Zé Bezerra


sexta-feira, 24 de abril de 2020

SOU A CONSTITUIÇÃO















Querem saber quem eu sou?
Eu sou um cara teimoso
Sou rude, sou odioso
Faço que vou, mas não vou
Só sei que hoje eu estou
Numa alta posição
Não brinquem comigo não
E aos que faltam saber
Eu agora vou dizer:
Sou a Constituição.

Eu era do baixo clero
Lá da Câmara Federal
Mas tornei-me maioral
Hoje eu posso, mando e quero
Comunista não tolero
Esquerdista também não
Sou de Deus, eles do cão
Quem tiver achando ruim
Venha pra cima de mim
Sou a Constituição.

Meu jeito destemperado
Todo dia continua
Em toda força de lua
Eu fico meio aluado
Se faço um discurso errado
Quem me corrige é Mourão
Mas prestem bem atenção
Porque não falo besteira
Que o povo queira ou não queira
Sou a Constituição.

No meu governo moderno
Só eu faço diferença
Esse povo da imprensa
Vá pros quintos do inferno
Eu sei bem como governo
Disso aí não abro mão
Sou antiquado e turrão
Panelaço  não aceito
Isso é falta de respeito
Sou a Constituição.

Quero o desmatamento
Na Amazônia crescendo
Os índios eu não defendo
Esse é um povo nojento
Quero o desenvolvimento
De toda essa região
Garimpo em evolução
Desabe a ecologia
E cresça a economia
Sou a Constituição.

Não pode o Brasil parar
Por causa da pandemia
Morre gente todo dia
Pra isso eu não vou ligar
Interessa é aumentar
O progresso da nação
Gosto de aglomeração
Eu falo sério e não brinco
Que venha outro AI  cinco
Sou a Constituição.

Eu não vou adoecer
De febre, nem de morrinha
Não é qualquer gripezinha
Que me bota pra correr
Se a garganta doer
Não ligo pra isso não
Sou um chefe capitão
E só aos meus eu dou vez
Eu sou quem mando em vocês
Sou a Constituição.

O meu castelo é blindado
Sou rei da cocada preta
Moro, Valeixo e Mandetta
Tudo dançaram vexado
Mandei que fique calado
O trouxa da Educação
Guedez não abra o bocão
Se não vai dançar também
Eu não abro nem pra o trem
Sou a Constituição.

Autor: Zé Bezerra










quinta-feira, 16 de abril de 2020

ELE NÃO FAZ ESCOLHA

Esse vírus por todos é temível
Combatê-lo é expor-se ao naufrágio
Pela velocidade do contágio
Enfrentá-lo é quase impossível
Por ser um inimigo invisível
Não é fácil encarar esse rival
Que já tem um alcance mundial
É enorme o desastre onde ele passa
O "corona" não quer saber de raça
Nem partido e nem classe social.

Com a sua periculosidade
Matou muitos e está matando mais
As maiores potências mundiais
Não tiveram pra ele autoridade
Nos poderes vê-se a fragilidade
Em palácio ou em corte imperial
Para esse inimigo universal
Tanto faz ser elite ou populaça
O "corona" não quer saber de raça
Nem partido e nem classe social.

Ele ataca na aglomeração
Nem um tipo de gente ele respeita
Seja alguém de esquerda ou de direita
Comunista, espírita, ateu, cristão
Jovem, adulto, criança e ancião
Médico, padre, trabalhador braçal
Empresário, juiz e general
Magnata, gari, chofer de praça
O "corona" não quer saber de raça
Nem partido e nem classe social.

Boris Johnson, mandão do Reino Unido
Começou a zombar, foi atacado
Pedro Sánchez sentiu-se amedrontado
Na Espanha foi grande o alarido
Lá na França, Macron viu-se vencido
Ângela Merkel, também ficou igual
Mattarella, na Itália passou mal
Trump e Putin temeram a ameaça
O "corona" não quer saber de raça
Nem partido e nem classe social.

Ao chegar ao Brasil não respeitou
Nem pequenos, nem chefes de poder
Teve alguns que  quiseram estremecer
Mas a fera depressa os adomou
O pacote do Guedes embargou
Gente grande baixou ao hospital
Não ligou para o Bozo, o surreal
Que deixou o Mandetta na mordaça
O "corona" não quer saber de raça
Nem partido e nem classe social.

Autor: Zé Bezerra









sábado, 11 de abril de 2020

NÃO SAIA DE CASA NÃO














O tempo é de pandemia
O vírus vai se alastrando
O povo se infectando
Morre gente todo dia
No começo alguém dizia:
- Isso é só assombração
Nada disso meu irmão
Siga as normas, não descarte
Busque fazer sua parte
Não saia de casa não.

Use de civilidade
Não dê valor ao atraso
Só saia de casa em caso
De extrema necessidade
Não vá andar na cidade
Evite aglomeração
De ninguém aperte a mão
Faça por onde livrar-se
Para não contaminar-se
Não saia de casa não.

Não vá desobedecer
Não pense que é brincadeira
Em casa, a semana inteira
É certo permanecer
Se faltar o que fazer
Procure uma ocupação
Veja a recomendação
Que a OMS faz
Se a vida é o que vale mais
Não saia de casa não.

Mantenha a mente serena
Faça isso pra o seu bem
Pra o bem dos outros também
Essa ação não é pequena
Sabe-se que a quarentena
Causa tédio e frustração
Porque esta reclusão
Pra ninguém não é normal
Mas pra evitar o mal
Não saia de casa não.

À apatia resista
Viva a crise do momento
Mantenha o isolamento
Tenha fé, seja otimista
Do infectologista
Siga a orientação
Não dê a mínima atenção
A quem falar o contrário
Resguarde-se o necessário
Não saia de casa não.

Não vá à churrascaria
Não vá a shopping ou cantina
Não vá ao bar da esquina
Não vá à mercearia
Não vá mais à padaria
Ligue pra trazerem pão
Feira, remédio, carvão
E o gás de cozinhar
Enquanto a crise durar
Não saia de casa não.

Autor: Zé Bezerra



domingo, 5 de abril de 2020

A VIDA É PRIORIDADE






















Qualquer que seja o problema
Que venhamos enfrentar
Deve estar a nossa vida
Sempre em primeiro lugar
A vida é o dom maior
Para o grande ou o menor
Tendo um ano ou cem de idade
Estando intrauterina
Por ser dádiva divina
A vida é prioridade.

Num tempo de pandemia
Levando o mundo a um deslize
Com as nações atingidas
Por uma enorme crise
Situações cruciais
Afetam cada vez mais
Toda a humanidade
Temos consciência disso
Diante de tudo isso
A vida é prioridade.

Nessa guerra contra o vírus
Ações são desenvolvidas
Diuturnamente os médicos
Lutam para salvar vidas
Tudo é feito a cada dia
No auge da pandemia
É alta a letalidade
Devido a forte doença
E nessa batalha imensa
A vida é prioridade.

Vê-se a economia
No mundo quase falida
Porém isso é secundário
Que primeiro está a vida
Ela tem que ser cuidada
Protegida e resguardada
Em qualquer localidade
Portanto, abaixo a ganância
Que em toda circunstância
A vida é prioridade.

Autor: Zé Bezerra

domingo, 29 de março de 2020

FOI ABAIXO UM CASTELO DE REPENTE

















Ano dois mil e vinte, março, o mês
Vinte e dois, um domingo, foi o dia
Pelas dezoito horas falecia
Valdir Teles poeta de altivez
Um enfarto o liquidou de vez
Para todos foi grande o susto, a dor
Ofuscava-se ali o esplendor
De uma estrela de brilho reluzente
Foi abaixo um castelo de repente
Com a morte do grande cantador.

Valdir Teles, um grande repentista
Estupendo por sua cantoria
Um talento incomum da poesia
Foi da arte do verso, um grande artista
Dos famosos encabeçava a lista
Pra cantar tinha ritmo e disciplina
Sua inspiração pura e divina
A tendência era só evoluir
A partida imprevista de Valdir
Enlutou a cultura nordestina.

Foi Valdir passarinho condoreiro
Que voava cruzando o céu azul
Centro - Oeste, Nordeste, Norte e Sul
Cantou muito pelo Brasil inteiro
Viajou a países do estrangeiro
Lá fez shows divulgando bem seu canto
Essa ave canora no entanto
Deus de súbito levou-a ao por do sol
Foi pra mata do céu um rouxinol
Que nas matas da terra cantou tanto.

Valdir Teles foi um dos maiorais
Pela fama tornou-se referência
Cantador de brilhante inteligência
Campeão de inúmeros festivais
Aplaudido em todos os locais
Esse vate autêntico e varonil
Um profissional sábio e gentil
Com seu canto de luz e liberdade
Veio a morte e levou sem piedade
Um dos grandes poetas do Brasil.

O baião, a toada, o ritmo, a voz
Vamos só escutar em seus CDs
Sua imagem através dos DVDs
É agora o que resta para nós
Esse astro ficou sem seus farois
Sem o brilho da luminosidade
O reinado ficou sem majestade
Cada fã com o peito dolorido
E o Nordeste chorando entristecido
Envolvido num manto de saudade.

João Furiba, Heleno Severino
E Antonio França, sentiram um solavanco
Já chamaram Granjeiro e Louro Branco
O Raimundo Cardoso e Zé Galdino
Chicó Gomes e Diniz Vitorino
Já mandaram Antonio Sobrinho ir
Avisar João da Luz para abrir
O portão para o gênio da poesia
E fizeram uma grande cantoria
Lá no céu, na chegada de Valdir.

Autor: Zé Bezerra

domingo, 22 de março de 2020

A TERRA UM DIA PAROU

















Em seis dias Deus criou
O céu, a terra e o mar
Criou seres vivos para
Todo o globo povoar
A terra no firmamento
Fez ficar em movimento
Pra nunca poder parar.

Mas um tal coronavírus
Lá pela China surgia
E logo no mundo inteiro
Espalhou-se a pandemia
Em pouco menos de um mês
Esse malefício fez
A terra parar um dia.

Com isso o mundo fechou-se
Todas as fábricas pararam
Complexos industriais
Suas máquinas desligaram
Por efeitos dos enguiços
As prestações de serviços
Também não funcionaram.

No âmbito capitalista
Reinou um grande alvoroço
Com o despencar das bolsas
Ninguém conteve o destroço
O Brasil que não crescia
Viu a sua economia
Chegar ao fundo do poço.

As fronteiras dos países
Tiveram que ser fechadas
Praças e praias desertas
Nem caminhões nas estradas
Sem carros de aplicativos
Sem transportes coletivos
As ruas esvaziadas.

Os padres e os pastores
Por normas de precaução
Sem os fiéis nas igrejas
Fizeram celebração
E os ritos desenvolvidos
Em casa eram assistidos
Por face ou televisão.
   
Docentes não deram aula
Porque faltaram discentes
Os shoppings centers fechados
Os bancos sem ter clientes
À beira de um genocídio
Médicos através de vídeo
Consultaram pacientes.

Os eventos culturais
Foram todos cancelados
Mega shows e festivais
Não foram realizados
Estádios também sujeitos
Só uns poucos jogos feitos
Todos com portões fechados.

O povo deixou de ir
A bares e restaurantes
Os navios atracados
Confinaram os tripulantes
Nos presídios, retrocesso
Os soldados de recesso
Não prenderam os meliantes.

Bandidos e traficantes
Não saíram nesse dia
Sem assaltos, sem sequestros
Só a paz no mundo havia
Queixas ninguém registrou
Assim não funcionou
Nenhuma delegacia.

Aviões não decolaram
Nos metrôs ninguém andou
Os ônibus não circularam
O povo em casa ficou
Em quarentena e retiros
Devido o coronavírus
A terra um dia parou.

Autor: Zé Bezerra




quarta-feira, 18 de março de 2020

BELO SHOW DOS PASSARINHOS















É bom sentir-se feliz
Sem pensamentos mesquinhos
Planejando bem a vida
Pra trilhar em bons caminhos
Depois deitar e dormir
Acordar cedo e ouvir
O canto dos passarinhos.

Contemplar a natureza
Vendo o vento balançando
A copa do arvoredo
E as folhas no chão rolando
Do sertão ao litoral
Deus rege o grande coral
Da passarada cantando.

O trinado do canário
Nos galhos dos vegetais
O xexéu de bananeira
Em horários matinais
Bem antes do sol sair
É interessante ouvir
O cantar dos sabiás.

É bastante encantador
Escutar antes do sol
Ao amanhecer do dia
Na hora do arrebol
Tetéu e corrupião
Pintassilgo e azulão
Patativa e rouxinol.

É muito bom escutar
O canto do uirapuru
O craúna, o assum preto
Curió e sanhaçu
Canta o carão na represa
Arrulha ao longe a burguesa
Enquanto apita o nambu.

Tem pardal e bem- te- vi
A melodia divina
A rola fogo - pagô
Abre o bico, a voz afina
O colibri tem voz grave
O vem- vem canta suave
Como o galo de campina.

Esses acordes melódicos
Nos deixa a alma encantada
Deleita-se todo espírito
Com essa orquestra afinada
De perfeita sinfonia
Dando um show de alegria
No romper da alvorada.

Autor: Zé Bezerra









segunda-feira, 16 de março de 2020

NÃO COMPARAR-SE COM OS OUTROS
















Tenha seu projeto próprio
Procure estruturar-se
Planejando suas metas
Para bem organizar-se
Abasteça-se de fé
Para entender como é
O valor que a vida tem
Que deve ser bem vivida
Não compare sua vida
Com a vida de ninguém.

Zele o precioso dom
Que por Deus foi ofertado
Veja que precisa ser
Muito bem valorizado
Em muitas situações
Diante às tribulações
Não se igualhe a alguém
Encare-as de fronte erguida
Não compare sua vida
Com a vida de ninguém.

Viva intensamente os dias
Em toda a sua existência
Frente às adversidades
Aja com resiliência
Com sua senha de acesso
Lute e aspire o sucesso
Espere que ele vem
Seja prudente e decida
Não compare sua vida
Com a vida de ninguém.

Não seja omisso na luta
Não vá por caminho incerto
Não se entregue ao fracasso
Não traga nada encoberto
Não ande na contramão
Não negue a ninguém um pão
Não largue a trilha do bem
Não dê passada perdida
Não compare sua vida
Com a vida de ninguém.


Autor: Zé Bezerra

sexta-feira, 13 de março de 2020

O ÓDIO É PERDA DE TEMPO




















Em qualquer localidade
No lazer como na lida
Devemos passar a vida
Buscando felicidade
Cultivando a amizade
Onde estivermos morando
Sempre a todos respeitando
Semeando amor e paz
A vida é curta demais
Pra perder tempo odiando.

Na convivência de irmãos
Com diálogo e harmonia
Compartilhando alegria
De pacatos cidadãos
Comprometidos cristãos
Tendo Jesus no comando
Sua Palavra escutando
Pra fazer como Ele faz
A vida é curta demais
Pra perder tempo odiando.

A vida que a gente tem
Neste mundo é passageira
Por isso é uma besteira
Alguém odiar alguém
O certo é fazer o bem
Não ficar caluniando
É melhor estar amando
Isso a Jesus satisfaz
A vida é curta demais
Pra perder tempo odiando.

Pacífica seja a mensagem
Mesmo em sinistro episódio
Sempre afugentando o ódio
Esse só traz desvantagem
Tendo fé, Deus dá coragem
Para o mal ir superando
A ofensa perdoando
É isso que o amor traz
A vida é curta demais
Pra perder tempo odiando.

Autor: Zé Bezerra


sábado, 29 de fevereiro de 2020

VIU, SENTIU COMPAIXÃO E CUIDOU DELE














Lucas dez e versículo trinta e três
É de lá que a CF traz seu lema
Novamente é focado o grande tema
Vida e fraternidade outra vez
Para sem egoísmo e mesquinhez
Entender nosso próximo como aquele
Que precisa que a gente ajude a ele
Como o samaritano fez sozinho
De um estranho caído no caminho
Viu, sentiu compaixão e cuidou dele.

A parábola do bom samaritano
É modelo pra nossa conversão
Que ensina achegar-se ao irmão
Nos momentos de dor e desengano
Se estar sendo vítima de um tirano
Não negar assistência para ele
Pois o samaritano foi aquele
Que ficou com o próximo comovido
Pra curar a doença do ferido
Viu, sentiu compaixão e cuidou dele.

O ferido por causa do maltrato
E demais consequências da desdita
Viu que um sacerdote e um levita
Não ligaram seu grande desacato
Mas um samaritano bem sensato
Logo que o olhou, enxergou nele
O desprezo que atormentava ele
Ao ter sido espancado por maldade
E num gesto exemplar de caridade
Viu, sentiu compaixão e cuidou dele.

Autor: Zé Bezerra

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

SINAIS DE ESPERANÇA













Num mundo onde predomina
Violência e terrorismo
Ódio, inveja, intolerância
Guerra, ambição, egoísmo
Por haver tanta maldade
Cresce a desumanidade
E se falta segurança
Poucos fazem caso disso
Mas em meio a tudo isso
Há sinais de esperança.

Vê-se os dias atuais
Piores que os de antes
Posturas incoerentes
Por parte dos governantes
Democracia falida
Um país que se endivida
E o progresso não alcança
Falta quem o organize
Porém nesse mar de crise
Há sinais de esperança.

O desemprego é enorme
Em toda a nossa nação
Sofremos com o desgaste
De uma fraca educação
Há na saúde a carência
Pela falta de assistência
Tem jovem, idoso e criança
Direitos sem garantia
Que isso melhore um dia
Há sinais de esperança.

Com tantas crises constantes
Que ao país espezinha
Sempre é a esperança
A última a sair da linha
Aqui ou noutro lugar
Não deixemos de esperar
Por eventual mudança
Mesmo entre dor e gemido
Nunca tudo está perdido
Há sinais de esperança.

Autor: Zé Bezerra




NÃO CONSEGUE QUEM NÃO LUTA














Quem não tem objetivos
Não pense em alcançar glória
É mediante o esforço
Que se obtém vitória
Tem gente que se encanta
Ao cultivar uma planta
Pra dela colher a fruta
Entre crentes e ateus
Neste mundo de meu Deus
Não consegue quem não luta.

Todo aquele que se esforça
E organiza seu plano
Trabalhando com afinco
Segue em frente a cada ano
De lutar não abre mão
Sua determinação
Reforça sua conduta
Pra que não haja desvios
Mesmo havendo desafios
Não consegue quem não luta.

Se o sujeito é preguiçoso
Descrente e desanimado
Desse jeito raramente
Pode obter resultado
De algo que às vezes pensa
Existindo indiferença
Se gritar ninguém escuta
É bom a gente saber
Que todos podem vencer
Não consegue quem não luta.

Não escreve quem não lê
Não discursa quem não fala
Não crê quem não possui fé
Não medita quem não cala
Não sabe quem não aprende
Não tem lucro quem não vende
Não ganha quem não disputa
Não recebe quem não doa
Não ama quem não perdoa
Não consegue quem não luta.

Autor: Zé Bezerra



segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

NÃO DEVEMOS TEMER A UTOPIA
















Quem espera na vida sempre alcança
Os efeitos daquilo que deseja
Mesmo que de algum modo tudo seja
Conseguido aos poucos com tardança
No entanto, o impulso da esperança
Faz com que vá surgindo uma energia
Esse tipo de força é garantia
De uma proximidade do real
Mesmo sendo distante o ideal
Não devemos temer a utopia.

O desejo e a força de vontade
Às tarefas diárias dão coragem
Se acaso vier a desvantagem
Reduzindo o vigor pela metade
A certeza de ter realidade
Pra quem não desanima e só confia
É farol que acende a cada dia
E se a meta é difícil de alcançar
Pra que não desistamos de sonhar
Não devemos temer a utopia.

Não podemos ficar amedrontados
Enfrentando imbróglios enfadonhos
Temos que batalhar por nossos sonhos
Pra que venham a ser concretizados
Quando não alcançamos resultados
Outra etapa de lutas inicia
Em lugar do desânimo, a alegria
Traz alento em momentos mais sombrios
Se for para encarar mais desafios
Não devemos temer a utopia.

Pra o projeto de vida estar de pé
Ninguém pode estar sendo inconstante
Então pra se manter perseverante
É preciso ter garra, força e fé
Vendo a realidade como é
Sem deixar se iludir por fantasia
O saudoso Dom Helder já dizia
Que o que vale é sonhar em mutirão
Para ter a conquista em nossa mão
Não devemos temer a utopia.

Autor: Zé Bezerra


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

QUANDO TORTURAM A VERDADE














Um festival de mentiras
Pelo mundo se propaga
Enquanto que  a verdade
Por tudo isso é quem paga
Com interesses escusos
As mídias fazem seus usos
Em rápidas repercussões
De forma desenfreada
A verdade é torturada
Na guerra de informações.

As Fake News estão
Por aí viralizando
O pior é tanta gente
Nisso tudo acreditando
A verdade é agredida
Escanteada, esquecida
Com isso os charlatões
Não têm escrúpulo com nada
A verdade é torturada
Na guerra de informações.

Há engodo em todo canto
Tem falsidade em perícia
Pessoas prejudicadas
Devido falsa notícia
Para os que não conhecem
Os boatos prevalecem
Por muitos espertalhões
Tem muita gente enganada
A verdade é torturada
Na guerra de informações

É bastante pertinente
Que se tenha senso crítico
Vendo-se os noticiários
Com um olhar analítico
O que tanta gente faz
Pelas redes sociais
Por tantas enganações
A massa é tripudiada
A verdade é torturada
Na guerra de informações.

Autor: Zé Bezerra









sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

O ALVORECER DA VIDA
















Preste atenção e perceba
Olhando em direção certa
O despontar de uma vida
Igual uma porta aberta
No começo da existência
Envolto na inocência
O ser que ao mundo se lança
Nem sabe se está vivendo
Veja a vida alvorecendo
No sorriso da criança.

Olhe que em tenra idade
Se não ocorre empecilho
A vida estando em princípio
É astro que mostra um brilho
Encantador, refulgente
O seu clarão atraente
Com luzes de esperança
Fascina quem está vendo
Veja a vida alvorecendo
No sorriso da criança.

O sorriso do guri
Meigo e enternecedor
Transmite paz e ternura
Serenidade e amor
Vai palmilhando sem pressa
Essa vida que começa
Incorporando mudança
E a cada dia crescendo
Veja a vida alvorecendo
No sorriso da criança.

É semente que germina
Rachando a face do chão
Corola que forma pétalas
Rosa que sai do botão
Uma mente embrionária
Com evolução diária
Sobe ao cume tudo alcança
Conforme vai entendendo
Veja a vida alvorecendo
No sorriso da criança.

Autor: Zé Bezerra







segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

IMPORTANTE É...















Importante é descobrir
Que a vida exige mudança
Que a inocência é visível
No olhar duma criança
Que crer no Senhor Javé
É revestir-se de fé
E munir-se de esperança.

Importante é confiança
Que traz credibilidade
Quem possui essa virtude
Só prioriza a verdade
Vai a  todos os lugares
Sustentado nos pilares:
Amor, paz e liberdade.

Importante é amizade
Que da graça é revestida
Os relacionamentos
É ela quem consolida
Uma amizade pura
É o elixir que cura
Diversos males da vida.

Importante é a subida
Da montanha para ver
No vídeo do infinito
A mão de Deus escrever
Uma mensagem de amor
Dizendo ao pecador
O que ele deve fazer.

Importante é perceber
Que a vida só convém
Se vivida em plenitude
Ou seja, em função do bem
Tendo princípios cristãos
E feliz, se seus irmãos
Forem felizes também.

Importante é pensar bem
Sem pesadelos medonhos
Distante de pessimismos
E desânimos enfadonhos
Estando firme a lutar
Com coragem pra sonhar
E realizar os sonhos.

Importante é ser risonho
Tendo caráter e prudência
Personalidade e ética
Humildade e paciência
Com todos sendo benquisto
E ao seguimento de Cristo
Preservar a coerência.

Autor: Zé Bezerra




domingo, 26 de janeiro de 2020

NOVA AURORA















Quando estamos começando
Um trabalho planejado
Talvez que o objetivo
Possa ou não ser alcançado
Pra não faltar esperança
Temos que ter confiança
Mesmo existindo demora
Não vamos desanimar
E cada dia esperar
A vinda da nova aurora.

A aurora nos indica
Um caminho a ser seguido
Por ela é que vislumbramos
Nosso plano definido
E assim tendo coragem
Vamos achando a passagem
Pra seguir estrada afora
Aonde queremos ir
Associando o porvir
À vinda da nova aurora.

Aguardar um novo tempo
Tendo o foco no futuro
Visando com otimismo
Chegar a um porto seguro
Com um bom planejamento
Estar sempre mais atento
A tudo que ocorre agora
Vendo o mundo como é
E aguardando com fé
A vinda da nova aurora.

O tempo que há de vir
O qual por ele esperamos
Vai chegando normalmente
À estação que paramos
Para evitar pesadelo
O melhor é recebê-lo
Qualquer dia e qualquer hora
Com a luz da alma acesa
Pra não nos causar surpresa
A vinda da nova aurora.

Autor: Zé Bezerra


sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

CULTURA HOLANDESA NO RN














Há cultura da Holanda
No Rio Grande do Norte
No alto de uma serra
Dando ao turismo suporte
Uma atração que se expande
À Pousada Pedra Grande
Gente de muitos lugares
Vêm pra ver tanta beleza
Uma cultura holandesa
Em recantos potiguares.

Entre Serra de São Bento
E Monte das Gameleiras
Está uma arquitetura
Em moldagens estrangeiras
Interessantes chalés
Ao todo são mais de dez
Circundados por pomares
Encantos da natureza
Uma cultura holandesa
Em recantos potiguares.

É um lugar fascinante
Diferente dos demais
Próprio pra quem admira
As belezas naturais
Lá você que é turista
Não pode perder de vista
Com os seus familiares
Dessa estrutura, a grandeza
Uma cultura holandesa
Em recantos potiguares.

Ali ao entardecer
Nos encanta o arrebol
Ao contemplar dos mirantes
O belíssimo por do sol
Quando a aurora vai surgindo
É bom despertar ouvindo
Com seus harmônicos cantares
Canário, azulão, burguesa
Uma cultura holandesa
Em recantos potiguares.

(Zé Bezerra)

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

SOZINHO NA MULTIDÃO

















Junto com muitas pessoas
Numa avenida eu estava
Via ali muitas caras
Mas ninguém pra mim olhava
Senti-me incomodado
Permanecendo calado
Tomei logo a decisão
De ir pra outro lugar
Pois não queria ficar
Sozinho na multidão.

Ao show de um cantor famoso
Fui uma vez assistir
Num clube superlotado
Muita gente a aplaudir
As belas músicas cantadas
Vi pessoas empolgadas
Vibrando de animação
Mas eu nem me animei
Só porque ali fiquei
Sozinho na multidão.

Certa vez marcava um bingo
Em um lugar mais além
De tantos que ali estavam
Não conhecia ninguém
Ali naquele momento
Ao jogo ficava atento
Cartela e lápis na mão
Só ao locutor ouvia
Desse jeito me sentia
Sozinho na multidão.

Lá na Arena Paulista
Quase perco as estribeiras
Quando assistia a um clássico
Entre Santos e Palmeiras
Aquelas duas torcidas
Frenéticas, enlouquecidas
Faziam tremer o chão
Eu sem torcer por nenhum
Findei sendo o número um
Sozinho na multidão.

Então no meio de muitos
Tive sensação ruim
Sem conversar com ninguém
Sem ninguém olhar pra mim
Achei aquilo enfadonho
Ficando um pouco tristonho
Eu cheguei a conclusão
Que isso é coisa que passa
Mas não tem nenhuma graça
Sozinho na multidão.

Autor: Zé Bezerra