sábado, 26 de dezembro de 2020

NATAL DIFERENTE









Pelo enfrentamento às peripécias

Deste tempo que em nós está presente

Nesta data maior da cristandade

Um desejo comum envolve a gente 

Dando estímulo pra que se comemore

O Natal de um jeito diferente.


Sem as reuniões e sem as festas

Que nos  anos passados se fazia

Sem nos aglomerarmos nas igrejas

Mas podendo sentir a alegria

De em casa ficar com a família

Protegendo-se contra a pandemia.


Com um  calor humano enfraquecido

Por faltar robustez em seus mormaços

A afetividade um tanto morna

Sem o estreitamento dos seus laços

Na ausência esquisita da ternura

Dos apertos de mãos e dos abraços.


No entanto, em meio a tudo isso

Não podemos enfraquecer a fé

Temos que celebrar mais um Natal

Procurando saber melhor quem é

O Cordeiro de Deus, a Luz do mundo

O Messias, Jesus de Nazaré.


Autor: Zé Bezerra





quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

QUANDO ENTENDER UM APRENDIZADO









Ao chegarmos a uma alta idade

Nossa compreensão fica mais vasta

O desentendimento se afasta

Porque temos maior maturidade

Equilíbrio na personalidade

Mais firmeza ao tomar uma atitude

Mesmo havendo decréscimo na saúde

É maior a vontade de viver

Na velhice se passa a entender

Tudo que se aprendeu na juventude.


Atingindo essa fase em nossa vida

Quando está elevada a existência

Com bagagem maior de experiência

Tendo a mente mais amadurecida

Sendo que a juventude foi vivida

Encarando qualquer vicissitude

Exceto que alguém de ideia mude

E a acabe a vontade de aprender

Na velhice se passa a entender

Tudo que se aprendeu na juventude.


Se o tempo de jovem foi marcado

Por estudos e por aprendizagens

Por sucesso e também por desvantagens

O que houve de certo e de errado

O conjunto de todo aprendizado

Se foi menos defeito e mais virtude

Atingido pela decrepitude

O sujeito recorda e quer saber

Na velhice se passa a entender

Tudo que se aprendeu na juventude.


Autor: Zé Bezerra





segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

NÃO PARAR DE APRENDER










É a vida entrando em desvantagem

Com o próximo final da trajetória

Diminuem as células da memória

Assim muitos neurônios já não agem 

Em quem não quis ter mais aprendizagem

Permitindo a mente adormecer

Dando um basta na busca do saber

Desse jeito a amnésia vai crescendo

A pessoa aos poucos vai morrendo 

No momento que deixa de aprender.


Se a pessoa não tem mais a vontade

De na vida ter mais conhecimento

Vai surgindo um atrofiamento

Não aguça a curiosidade

Começando a sentir dificuldade

De raciocinar e entender

Vai faltando interesse até pra ler

Diz que sente o seu corpo esmorecendo

A pessoa aos poucos vai morrendo

No momento que deixa de aprender.


Fica lenta a imaginação

E o esquecimento vai chegando

Em alguém que a mente está entrando

Num processo de acomodação

Sem querer discutir qualquer questão

Referente a um novo conhecer

Isso é  o que pode acontecer

Com quem esse dilema está vivendo

A pessoa aos poucos vai morrendo

No momento que deixa de aprender.


Autor: Zé Bezerra



domingo, 13 de dezembro de 2020

RELÓGIO SEM PONTEIROS










Na eternidade o tempo

Não precisa ser marcado

Tudo flui naturalmente

Sem que seja planejado

Se não há noite nem dia

É perene a calmaria

Sem vendavais corriqueiros

Sem ressacas de maré

A eternidade é

Um relógio sem ponteiros.


O próprio nome já diz

Que predomina o eterno

Não há passado e futuro

Nem presente ultramoderno

Vidas não são perturbadas

Não existem nas estradas

Buracos nem atoleiros

Nem fumaça em chaminé

A eternidade é 

Um relógio sem ponteiros.


Sem cumprimento das horas

Ninguém tem pressa em sair

Pontualidade é coisa 

Que jamais deve existir

Pela ausência da maldade

Mexerico e falsidade

Lá nunca serão parceiros

No mal a paz dá olé

A eternidade é 

Um relógio sem ponteiros.


Lá ninguém nem imagina 

Em deveres e direitos

Deus vem e seleciona

Quais serão os seus eleitos

Os maus serão condenados

E os bons abençoados

Tem últimos que são primeiros

Esses por terem mais fé

A eternidade é 

Um relógio sem ponteiros.


Autor: Zé Bezerra




sábado, 12 de dezembro de 2020

OCUPAÇÃO EM EXCESSO










Ter um ativismo intenso

Afazeres em excesso

Ao ser imaterial

Pode gerar retrocesso

Muitas preocupações

Resultam perturbações

E carência de alegria

Na pessoa atarefada

A vida muito ocupada

Tem vez que fica vazia.


O tremendo corre-corre

A avalanche de estresse

Com um vexame contínuo 

A calma desaparece

A pressa, a inquietude

Trazem desgaste à saúde

O ego perde energia

E a alma é bombardeada

A vida muito ocupada

Tem vez que fica vazia.


Tanto o cansaço físico

Como o cansaço mental

Ao bem-estar da vida

Isso é prejudicial

Atividades demais

É um desafio à paz

Por trazer desarmonia

À pessoa aperreada

A vida muito ocupada

Tem vez que fica vazia.


É prudente que se esteja

Bem com o corpo e a alma

Para isso é necessário

Abastecer-se de calma

Sem agir por emoção

Ouvir a voz da razão

Não deixar que a correria

Seja pedra na estrada

A vida muito ocupada

Tem vez que fica vazia.


Autor: Zé Bezerra


 

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

NEGRITUDE








Viva o povo negro, esse povo irmão

Africanidade firme em atitude

Querendo autovalorização

Buscando espaços com a negritude.


Reivindicações pra que um dia mude

A forma imbecil dessa relação

De racismo torpe e preconceito rude

Falta de respeito e discriminação.


É preciso força pra seguir lutando

Se fortalecendo, se autoafirmando

Que um povo forte não se intimida.


Não temendo quedas e nem solavancos

Negros não devem ser menos que brancos

Negritude é garra, resistência e vida.


Autor: Zé Bezerra






segunda-feira, 16 de novembro de 2020

E A NOVA POLÍTICA?











Os paradigmas políticos

São difíceis de mudar

Seja no sul ou no norte

Aqui e noutro lugar

As velhas práticas de sempre

Estão a continuar.


Sempre as campanhas políticas

Deixam o povo dividido

Há briga entre pai e filho 

Entre mulher e marido

Desentendimento e rixas

Dentro do mesmo partido.


Candidato no palanque

Agride o adversário

O outro reage e faz

Drama no mesmo cenário

Dava pra se duvidar

Se alguém fizesse o contrário.


Ao fazer nesse contexto

Uma leitura analítica

Vê-se as razões pertinentes

Com uma postura crítica 

Frente a avalanche de erros 

Próprios da velha política.


Nessa política antiga

Que é mais politicagem

Com venda e compra de votos

Há trapaça e pilantragem

E o candidato sem grana

Fica sempre em desvantagem.


Em cada eleição que ocorre

Os desmandos crescem mais

Vêm à tona as falcatruas

De muitos séculos atrás

E são quase sempre impunes

Os crimes eleitorais.


Assim a nova política

Cada vez se distancia

Aquela em que o voto é puro

Dever de cidadania

E não divide ninguém

Política da paz, do bem

Essa é somente utopia.


Autor: Zé Bezerra

sábado, 14 de novembro de 2020

UM CENÁRIO POLÍTICO FRAGILIZADO









No Brasil não é de agora

Já vem do tempo passado

Tem-se um cenário político

Bastante fragilizado

Que por muitos cidadãos 

Está desacreditado.


Desta vez é o dever

De todos os eleitores

Escolher nos municípios

Os seus futuros gestores

Elegendo o prefeito

O vice e vereadores.


Deve o eleitor ter senso 

De responsabilidade

Fazendo a sua escolha 

Com critério e liberdade

Não votar pensando em si

E sim na comunidade.


Voto é obrigação cívica 

Feita com autonomia

Pensando no bem comum

Com consciência sadia

Uma nobre ação política 

Própria da democracia.


Se é ação que demanda

De decisão consciente

Exige que o sufrágio

Seja feito livremente

Não sendo desvirtuado

Por qualquer prática indecente.


Mas se o analfabetismo

Político é quem prevalece

Povo não politizado 

Essas coisas não conhece

Sem oásis no deserto

O errado em vez do certo

Muitas vezes acontece.


Autor: Zé Bezerra 

 

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

UM SOPRO DE ESPERANÇA

 









Mesmo com os desafios

Que a realidade tem 

Frente aos momentos sombrios

Que à tona sempre vêm

Com tantas dificuldades

Vão passando as tempestades

E vai chegando a bonança

Animando a quem persiste

É assim porque existe

Um sopro de esperança.


Depois que uma brusca queda

Nos leva ao ostracismo

Nosso coração hospeda 

Mais gotas de otimismo

Isso é como um acalanto

Um lenço enxugando o pranto

Erguendo aquele que cansa

Mas melhora e quer correr

Começando a perceber 

Um sopro de esperança


Quando alguém se desanima

Vencido pelo cansaço

Quer dar a volta por cima

Mas não supera o fracasso

O combustível da fé

Faz que ao manter-se de pé

Encha-se de confiança

Com o coração em prece

Aí é quando aparece 

Um sopro de esperança.


Uma pessoa drogada

Afogada em desengano

Ao viver desesperada

Sente-se um farrapo humano

Por estar tão abatida

Fica de mal com a vida

Não sossega, não descansa

Mas tudo pode mudar

Se na vida dela entrar

Um sopro de esperança.


Ao estendermos a mão 

Pra levantar um caído

Que sem força está no chão

Com cada braço estendido

Fazendo-lhe a caridade

Dando-lhe oportunidade

De alguma segurança

E alento em torno dele

Assim levamos a ele

Um sopro de esperança.


Autor: Zé Bezerra




segunda-feira, 2 de novembro de 2020

A CARÊNCIA DO SILÊNCIO








Nossa sociedade é ruidosa

E por isso o barulho predomina

Com os sons estrondando em cada esquina

Perturbando criança e gente idosa

É difícil ter vida harmoniosa

Sem ternura só cresce o amargor

Onde existe apatia e mau humor

A alegria se desestabiliza

Ninguém tem o silêncio que precisa

Pra o cultivo da vida interior.


Se o povo já vive acostumado

Com agito e zoada todo dia

Acha estranho um lugar de calmaria

Num estilo de vida sossegado

Muitos andam em passo acelerado

Seja em tempo de frio ou de calor

A inquietação traz um ardor

Que jamais a alguém sensibiliza

Ninguém tem o silêncio que precisa

Pra o cultivo da vida interior.


Ninguém pode fazer contemplação

Ninguém quer recolher-se para orar

Ninguém mais se dispõe a meditar

Ninguém pensa em fazer reflexão

Ninguém ouve a voz do coração

Ninguém sente os sintomas do amor

Ninguém sabe a isso dar valor

Ninguém bane o barulho que inferniza

Ninguém tem o silêncio que precisa

Pra o cultivo da vida interior.


Autor: Zé Bezerra

domingo, 25 de outubro de 2020

OS SONHOS NÃO ENVELHECEM








Sonhadores vão passando

Mas os sonhos não se acabam

Os castelos de ilusões

Porque são frágeis desabam

As paixões são vacilantes

Alienando os amantes

Que inseguros parecem

Mas quem é sensato avança

Que firmados na esperança 

Os sonhos não envelhecem.


As trajetórias da vida

Se configuram assim

Sonhar é ir num caminho

Que ninguém chega ao seu fim

Quem interessa buscar 

Os meios para sonhar

Vê que sinais aparecem

Surgindo de alguns arquivos

Por esses e outros motivos

Os sonhos não envelhecem.


Internalizar os sonhos 

É ter um pensar profundo

E maior capacidade 

De compreender o mundo

Os sonhos contêm nuances

Que indicam que as chances

De vitória permanecem

Voltadas para quem crê

Isso acontece porque 

Os sonhos não envelhecem.


A permanência dos sonhos

Traz para a vida mais luz

Ajudando a construir

Um projeto que conduz

A um foco principal

Tendo em vista um ideal

Com fontes que abastecem

Deixando as mentes mais vivas

Com  ideias positivas 

Os sonhos não envelhecem.


Para dar ânimo às pessoas

Os sonhos sempre existem

São tônicos indispensáveis

Para aqueles que persistem

Entremeados de fé

Eles poderão até

Tornar-se fios que tecem

A confiança entre os povos

Por continuarem novos

Os sonhos não envelhecem.


Autor: Zé Bezerra






sábado, 24 de outubro de 2020

RAZÕES PARA A VIDA SER MAIS BELA









Talvez seja a melhor das estações

Onde possam existir as substâncias

Conteúdos completos de fragrâncias

Disponíveis para as ocasiões

Que alguém pela força de emoções

Quer nutrir a paixão que lhe flagela

Mas pra dar ultimato na novela

O sensato por tempo certo espera

É possível encontrar na primavera

As razões para a vida ser mais bela.


Divagando em pomares multicores

Pelas motivações e influências

Dado a variedade de essências

Atenuam-se ali os dissabores

Mesmo se o coração arder em dores

E tem a solidão por sentinela

Vai ser nessa estação que se revela

Um desfecho feliz pra quem espera

É possível encontrar na primavera

As razões para a vida ser mais bela.


É aromatizando a liberdade

Pelo cheiro inefável das roseiras

Que do peito afugentam-se as canseiras

E o embuste, inimigo da verdade

Sai de cena e a felicidade

Com a paz e o bem divide a tela

Por ser a humildade tão singela

Dá espaço ao amor que prolifera

É possível encontrar na primavera

As razões para a vida ser mais bela.


Quando há negativo sentimento

Nos direcionando ao ostracismo

Se chegamos às margens de um abismo

Quase não suportando o sofrimento

Mas se somos surpresos por um vento

Tipo brisa sem traços de procela

Com essência que acaba com sequela

E os distúrbios da alma regenera

É possível encontrar na primavera

As razões para a vida ser mais bela.


Autor: Zé Bezerra




 

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

OLHAR DE CRIANÇA













Um olhar de inocência

Vê um mundo diferente

Onde não há turbulência

A paz  se faz permanente

Sem preconceito e maldade

Prevalece a liberdade

Todo o bem que se alcança

Emerge em qualquer segundo

É bom enxergar o mundo 

Com um olhar de criança.


É bom olhar as planícies

Chapadas, montes e serras

Com todas as superfícies

Sem ter conflitos nem guerras

Contemplando os horizontes

As águas das límpidas fontes

O soprar da brisa mansa

Nas margens de um lago fundo

É bom enxergar o mundo

Com um olhar de criança.


Olhando brotos de vida 

Sem nenhum sinal de morte

Uma flora colorida

Desde o sul até o norte

Aqui, ali e além

As pessoas vivem bem

Com mais fé e esperança

E um senso de paz profundo

É bom enxergar o mundo 

Com um olhar de criança.


Por um ângulo puro assim

As paisagens são mais belas

Sem pressentimento ruim

Afugentam-se as mazelas

Não tendo adversidades

Vão sumindo as tempestades

Predominando a bonança

O chão do amor é fecundo

É bom enxergar o mundo 

Com um olhar de criança.


Autor: Zé Bezerra



 

sábado, 17 de outubro de 2020

A FONTE DA POESIA

 









A poesia é fonte

Na qual os aedos bebem

Dons para a prática da arte

Somente dela recebem

É desse manancial

Específico e natural

Que brota uma energia

Saudável que permanece

O poeta se abastece

Na fonte da poesia.


Uma fonte inesgotável

De completa inspiração

Um tônico energizante

Da mente e do coração

Quando o poeta se inspira

Do pensamento retira

Ideia clara e sadia

Que à sua verve engrandece

O poeta se abastece 

Na fonte da poesia.


É nessa fonte perene

Onde as musas são parceiras

Que quem é poeta busca

Mensagens alvissareiras

Pra compor belas canções

São essas composições 

Que a cada alma inebria

E cada espírito enaltece

O poeta se abastece 

Na fonte da poesia.


Autor: Zé Bezerra

sábado, 10 de outubro de 2020

A PANDEMIA ACABOU?













Vinte e sete de setembro

Em nível nacional

Começou nos municípios

A campanha eleitoral

Comícios e carreatas

Caminhadas, passeatas

Tudo isso começou

Do corona o povo esquece

Pelo visto só parece

Que a pandemia acabou.


Prevenção contra a Covid

Isso não se fala mais

Protocolos sanitários

Vão ficando para trás

Não tem mais isolamento 

E nem distanciamento

Tudo à vontade ficou

Só coisa boa acontece

Pelo visto só parece

Que a pandemia acabou.


Os carros de som nas ruas

Chamam pra concentração

De cara limpa estão muitos

Na grande aglomeração

Os candidatos realçam

Apertam mãos e abraçam

São os atores do show

Que o povão já conhece

Pelo visto só parece 

Que a pandemia acabou.


Quem estava confinado 

Com a longa quarentena

Agora sai para as ruas 

Sentindo que vale a pena

Juntar-se à multidão

No ritmo do paredão

Esquece o que já passou

Dando um basta no estresse

Pelo visto só parece

Que a pandemia acabou.


Sumiu do Coronavírus

Todo o contágio cruel

Ninguém precisa usar mais 

Nem máscara, nem álcool em gel

Tudo liberou total

No período eleitoral

O povo se imunizou

Ninguém agora adoece

Pelo visto só parece 

Que a pandemia acabou.


Chegou um imunizante

Bem melhor que cloroquina

De uma forma fantástica 

Antecipou-se à vacina

Os decretos dos prefeitos

Já perderam seus efeitos

A caça aos votos criou

Um mito que prevalece

Pelo visto só parece

Que a pandemia acabou.


Autor: Zé Bezerra









segunda-feira, 28 de setembro de 2020

ANOS CHEIOS DE VIDA










A vida tem plenitude

Com graça e sabedoria

Saúde, alegria e paz

Partilha e cidadania

Consciência e liberdade

Ética, moral e verdade

É isso o que consolida

A essência do viver

É quando deve-se ter

Os anos cheios de vida.


Mais válido do que se tenha 

Uma prolongada idade

É que nossa vida seja 

Vivida com qualidade

Firmada sobre o tripé:

Amor, esperança e fé

Tendo meta definida

Ao que é bom sinaliza

Isso caracteriza

Os anos cheios de vida.


A vida quando não é 

Fechada em si demais

Não sendo tão apegada

Aos bens materiais

Segue nova diretriz

É mais pacata e feliz

Com a base construída

Pensando em fazer o bem

Quem vive assim é quem tem

Os anos cheios de vida.


Ter os anos bem vividos

É ter paz interior

Coração dócil e aberto

Pra dar guarida ao amor

Sem pensar em excluir

Disponível pra servir

Mantendo a mão estendida

Para quem está sofrendo

E assim como prêmio tendo

Os anos cheios de vida.


Autor: Zé Bezerra


 

sábado, 26 de setembro de 2020

VIDA CHEIA DE ANOS








Uma estrada muito longa

Para uns realidade

É aquela de alguém 

Que atinge a longevidade

Os muitos anos vividos

São caminhos percorridos

Nos quais os ganhos e danos

Fazem parte do viver

Que é importante ter

A vida cheia de anos.


A prolongada existência

Dádiva por Deus permitida

É grande merecimento

De quem possui longa vida

É privilégio também

Para a pessoa que tem

A vez de fazer bons planos

Numa jornada serena

Com certeza vale a pena

A vida cheia de anos.


Quem ultrapassa os noventa

E pode chegar aos cem

Essa é uma conquista

Que só para poucos vêm

Viver muito é uma graça

Vale mais que qualquer taça

Ou outros troféus mundanos

Na verdade é joia cara

Devido ser muito rara

A vida cheia de anos.


Enfim, é bom viver muito

Isso é grande benesse

No entanto, é se a pessoa

Vê e sabe o que acontece

Mas se o idoso é doente

E além das dores sente

Amargura e desenganos

Fica sempre a reclamar

Dizendo não suportar

A vida cheia de anos.


Autor: Zé Bezerra


domingo, 20 de setembro de 2020

A CARÊNCIA DO ABRAÇO









O coronavírus trouxe

Para nós limitações

Inúmeros constrangimentos

Afetando os corações

Até fomos obrigados

A ficar distanciados

Um  clima sem ter mormaço

Cada dia se apresenta

O tempo passa e aumenta

A CARÊNCIA DO ABRAÇO.


O quanto é desagradável

Estar no quotidiano

Privado desse exercício

Tônico do calor humano

Sem ao outro abraçar

Sem sua mão apertar

Sem por alguém no regaço

Nesse convívio incomum

Vai crescendo em cada um

A CARÊNCIA DO ABRAÇO.


Não tendo aproximação

E nem contato direto

Instala-se uma crise

De aconchego e afeto

Esvazia-se emoções

Ternuras e afeições

Afogam-se no fracasso

Isso nos traz mal estar

Como vamos suportar

A CARÊNCIA DO ABRAÇO.


Quanta falta a gente sente

De um abraço apertado

Essa reciprocidade

De afeto estimulado

Sem um abraço sadio

O nosso ego vazio

Fica encalhado num laço

E a solidão sufocando

Porque está aumentando

A CARÊNCIA DO ABRAÇO.


Até que esses protocolos

Possam chegarem ao fim

Iremos vivenciando 

Essa experiência ruim

As pessoas não se animam

Porque não se aproximam

Sentem tristeza e cansaço

Enquanto houver pandemia

Só aumenta a cada dia

A CARÊNCIA DO ABRAÇO.


Autor: Zé Bezerra









sábado, 19 de setembro de 2020

O QUE ENOBRECE O SER HUMANO.













Nesse tempo ultramoderno

Há muitos barcos sem proas

As relações dos humanos

Muitas vezes não são boas

Porque há muitos valores 

Que estão fora das pessoas.


Esses valores externos 

Que são bem apreciados

Encontram-se em gordas contas

Com dólares acumulados

Mansões, iates, jatinhos

Carros novos importados.


Sempre é bem valorizada 

A rica propriedade

Roupas de grife, perfeitas 

De finíssima qualidade

As joias caras usadas

Com requinte e vaidade.


Abrem-se ao que está fora

Muitas portas e janelas

Por ficarem alienadas

Pelas atrações das telas 

As pessoas desconhecem

O valor de dentro delas.


Não é esse o jeito certo

Da pessoa comportar-se

Sem essa alienação

É possível ela encontrar-se

Consigo e abrir os olhos

Para então valorizar-se.


Aí é quando percebe

Na vida outra diretriz

Achando dentro de si

A essência que condiz:

Valores essenciais

Que a faz viver feliz.


Valores como o respeito

A paz, a fraternidade

O diálogo, a partilha

A justiça, a liberdade

O amor, a empatia

A fé, o bem, a verdade.


Esses todos e mais outros

São importantes demais

Porque estão muito acima 

Dos mais altos cabedais

Não devendo ser trocados

Pelos bens materiais.


Cultivar esses valores

É esse o mais certo plano

Pois o materialismo

Atrai inveja e engano

Seja a mensagem entendida

É a grandeza da vida

Que enobrece o ser humano.


Autor: Zé Bezerra

sábado, 12 de setembro de 2020

QUEBRAR O MURO









Escola centralizada 

Sem sintonizar as redes

Com o estilo de ilha

Fechada em quatro paredes

Ao continuar assim

Seu desempenho é ruim

Tudo isso é resultado

De um trabalho obscuro

A escola tem um muro

Que precisa ser quebrado.


É muita incoerência 

De uma escola hoje em dia

Que continua existindo

Alheia à democracia

Fora da realidade

Fechada à comunidade

Em seu modelo atrasado

Esquisito e inseguro

A escola tem um muro

Que precisa ser quebrado.


Ensino só não avança

Nesse contexto atual

Em escola que mantém 

Prática tradicional

Se não busca inovação

Vai sempre na contramão

Seu horizonte é fechado

Por um nevoeiro escuro

A escola tem um muro

Que precisa ser quebrado.


A escola tem que ser 

Aberta e interativa

Escola é feita com gente

Por isso tem que estar viva

Com gestores e discentes

Coordenadores, docentes

Da família estando ao lado

Tendo o foco no futuro

A escola tem um muro

Que precisa ser quebrado.


Autor: Zé Bezerra


 

terça-feira, 25 de agosto de 2020

A BANDEIRA MAIOR DA CANTORIA



Atingiu o final da trajetória 
Mais um vate de estro imensurável 
Foi-se o Pedro Bandeira inigualável  
Resta agora guardá-lo na memória 
Fica eternizada a grande história 
Deste ser laureado de poesia 
Vinte e quatro de agosto foi o dia
Que findou-se esse aedo reluzente 
Não tremula no mastro do repente 
A bandeira maior da cantoria. 

Com oitenta e dois anos de idade 
Morre o célebre neto de Galdino 
Genial repentista nordestino 
Da poética tornou-se majestade 
Imbatível na versatilidade 
E improvisação com maestria 
Foi eleito o príncipe da poesia 
Se agora não é mais ser vivente 
Não tremula no mastro do repente 
A bandeira maior da cantoria. 

Foi político, escritor, advogado 
Mas além disso tudo um repentista
Talentoso e exímio cordelista
Por inúmeras plateias, aclamado
Era ele um homem tão dotado
De virtudes e de sabedoria
Mas aqui deixou tudo que fazia
Para estar numa esfera diferente
Não tremula no mastro do repente
A bandeira maior da cantoria.

De espírito telúrico deslumbrante
Destacou-se na sua profissão
Com exponencial inspiração
Emanada de verve abundante
Pelo seu ativismo itinerante
Tendo sempre a viola em companhia
Sua simplicidade reluzia
O seu porte artístico era ascendente
Não tremula no mastro do repente
A bandeira maior da cantoria.

Autor: Zé Bezerra

domingo, 23 de agosto de 2020

EDUCAÇÃO NÃO É PRIORIDADE

 Educação no Brasil

Desde o seu descobrimento

Prioridade pra ela 

Não houve em nenhum momento

Se nunca teve sucesso 

Por causa disso o progresso

Do país é pouco e lento.


Há mais de quinhentos anos

Que existe essa nação

Nunca os seus governantes

Quiseram dar atenção

Num país continental

Ao básico, ao fundamental

Que é a educação.


Por toda a desatenção

Que a ela tem sido dada

Sempre numa marcha lenta

É a sua caminhada

Cada vez se atrofia

E agora a pandemia

Deixou-a paralisada.


Tornou-se mais decadente

Devido a pandemia

Agora as aulas remotas

Em poucas doses por dia

Não apresentam vantagem

E para a aprendizagem

Não demonstram garantia.


E a tecnologia 

Pra muitos não vai nos trilhos

Se a internet falha

Aumentam os empecilhos

Tem pais de cabeça tonta

Por não poderem dar conta

De ensinarem seus filhos.


Os estudantes maiores

Que não têm " Meet" e nem "Zoom" (zum)

Se há os que se esforçam

Nesse contexto incomum

Pra muitos é coisa chata

Porque ser autodidata

Não é para qualquer um.


Isso na escola pública

Acentua-se bem mais 

Se o ensino era fraco

Agora está bem atrás

E se tende a piorar

Vai cada vez aumentar

Os desníveis sociais.


Redes privadas de ensino

Buscam mais eficiência

Equipam bem as escolas

Neste tempo de emergência

A rede pública é sem nada

Por ser tão fragilizada

Chega a extrema falência.


Vê-se que infelizmente

É esta a realidade

Da educação que temos

Desde a antiguidade

Bom crescimento não tem

É assim porque ninguém

Não lhe dá prioridade.


Autor: Zé Bezerra





sexta-feira, 21 de agosto de 2020

REALIDADE DO ENSINO REMOTO

 Dá-se ao ensino remoto

Um olhar mais positivo

Se é um  paliativo

Mas é o de cada dia

Em meio as dificuldades

Dado as possibilidades

Pela tecnologia.


As orientações técnicas 

Quem ensina é pra buscar

Para poder atuar

Tendo mais habilidade

Dando as mídias bom destino

Pra esse tipo de ensino 

Melhorar a qualidade.


Docentes estão cientes

Que as aulas à distância

Precisam da importância 

Da parceria dos pais

Pra o processo estar de pé 

O apoio deles é 

Imprescindível demais.


As surpresas, os impactos

A crise que instalou-se

O que a pandemia trouxe

Só veio desafiar

E diante disso tudo 

Escola, ensino e estudo

Precisam continuar.


Assim prosseguem na luta 

Professoras, professores

Gestores, coordenadores

E os pais se esforcem em fazer

A sua parte importante

Para que cada estudante

Continue a aprender.


Durante essa tempestade

Diante as ondas bravias

O barco todos os dias 

É preciso navegar

Contra o vento e a maré

Em busca da margem até 

A pandemia acabar.


Autor: Zé Bezerra





sábado, 15 de agosto de 2020

TENDO DEUS AO NOSSO LADO

 A presença de Deus em minha vida

Revigora meus ânimos com certeza

Ele é importante fortaleza

É a bússola que aponta pra saída

Se a minha esperança está sumida

E eu passo a viver desanimado

Quando oro ao Senhor ajoelhado

Vejo como afastar-me dos dilemas

Eu sou muito maior que os meus problemas

Porque Deus está sempre do meu lado.


Enfrentando as adversidades

Nos momentos de medo e turbulência

Ao cair num estado de impotência

Penso logo em fugir das tempestades

Mas se devo encarar dificuldades

Não é certo que fique recuado

Sei que é Deus quem me faz encorajado

Para o uso de alguns estratagemas

Eu sou muito maior que os meus problemas

Porque Deus está sempre do meu lado.


Sinto Deus segurando a minha mão

Se os problemas começam me afligindo

A medida que eles vão surgindo

Enfrentá-los é minha decisão

Não hesito em buscar a solução

Com firmeza em cada passo dado

Quando às vezes recuo fracassado

Ouço a voz do Senhor dizer: - Não temas

Eu sou muito maior que os meus problemas

Porque Deus está sempre do meu lado.


Autor: Zé Bezerra


sábado, 8 de agosto de 2020

A IMPORTÂNCIA DAS AULAS REMOTAS

 Aos pais, às mães, aos alunos

Aqui queremos lembrar

Que as aulas presenciais

Vão demorar a voltar

Por isso o ensino á distância

Precisa continuar.


Como o tempo está difícil

Nada é fácil pra ninguém

Professores dão as aulas 

Fazendo o que mais convém

É bom que a família faça 

A parte dela também.


Tem pai que não acompanha

Do filho a aprendizagem

Não entende os conteúdos

Devido essa desvantagem

Pensa em desistir e quer 

Parar no meio da viagem.


A um pai que pensa assim

É preciso incentivar

Se ele não sabe peça

A alguém pra ajudar

Que o filho sem aprender

É que não pode ficar.


Se jovens e adolescentes

Estão desinteressados

Para vocês nosso alerta

Não fiquem aí parados

Cuidado para não serem

Os grandes prejudicados.


Usem bem as ferramentas 

Baixem os aplicativos

Acompanhem sempre as aulas

Tenham planos positivos

E tentem com seus esforços

Alcançar objetivos.


Não se entreguem ao desânimo

Tenham foco dirigido

Mesmo diante da crise

Nenhum se sinta vencido

Não vejam o ano letivo

Como estivesse perdido.


Se não tem computador

Se está ruim o celular

Se a internet falhou

Aguarde ela melhorar

O aluno só não pode 

 O estudo abandonar.


Os que já saíram voltem

A ter participação

Porque as aulas remotas

Vão ter continuação

Entendam que no momento 

Buscar o conhecimento

Só em casa se procura

E o que alguém aprender 

Com certeza vai valer 

Pra sua vida futura.


Autor: Zé Bezerra






sexta-feira, 31 de julho de 2020

BUGIGANGAS DA VIDA














Comportamentos estranhos
E atitudes mesquinhas
Fofocas e mexericos
Mentiras e picuinhas
Desaforos e intrigas
Confusões, atritos, brigas
Conversação descabida
Que provoca mal estar
Isso podemos chamar
De bugigangas da vida.

Tudo aquilo que atrapalha
Coisas que causam estresse
Um barulho que incomoda
Um deslize que acontece
Um plano que não deu certo
Ficar em lugar deserto
Uma viagem perdida
Mirar um alvo e errar
Isso podemos chamar
De bugigangas da vida.

Os planos mal sucedidos 
As vias interditadas
Os negócios duvidosos
As chances desperdiçadas
Pensamentos discordantes
Parcerias inconstantes
Estrada desconhecida
Sem dar pra ir nem voltar
Isso podemos chamar
De bugigangas da vida.

O transporte que enguiça 
Na metade da viagem
Está em lugar estranho
Sem encontrar hospedagem
Enfrentar o preconceito
Sonegação de direito
Uma prestação vencida
Pra só com juros pagar
Isso podemos chamar
De bugigangas da vida.


 Autor: Zé Bezerra

terça-feira, 21 de julho de 2020

POESIA É TAL E QUAL

POESIA é tal e qual
Um galho de jatobá
Um espinho de jurema
Uma casca de juá
Uma fruta de cardeiro
Uma palha de coqueiro
Um cacho de camará.

É a bolinha  escondida
De um coco catolé
O cheiro da alfazema
A batata de colé
Um caçuá de cipó
A moita de mororó
A flor do amarra-pé.

Tem a maciez de um leito
Pigmentação da flor
Ora é como borboleta
Mas depois fica incolor
Transforma até um bioma
Pra todo efeito é redoma
Pulverizada de amor.

Qual o invólucro do grão
Qual aclive das colinas
Qual melodias de aedos
Qual danças de serpentinas
Qual estratégias de mestres
Qual escarpadas rupestres
Qual resquícios das ravinas.

Qual lareira a crepitar
Qual odes estonteantes
Qual alameda encantada
Qual arautos elegantes
Qual rosas despetaladas
Qual óperas semitonadas
Qual cisnes esvoaçantes.

Autor: Zé Bezerra

sexta-feira, 17 de julho de 2020

FAÇA O BEM PRA VIVER BEM.















Quer ser bem recompensado
Por aquilo que pratica
Uma importante dica
Com efeito assegurado
De louvável resultado
Seja aqui ou seja além
Mesmo sem olhar a quem
Exercitando a bondade
Cheio de boa vontade
Faça o bem pra viver bem.

Quer na paz evoluir
E na fé não fracassar
Disponha-se a ajudar
Coloque-se a servir
Doando a quem lhe pedir
Não excluindo ninguém
Repartindo o pão com quem
Tem a barriga vazia
Em qualquer hora do dia
Faça o bem pra viver bem. 

Mas se ao contrário, a maldade
Contagiar sua vida
Ela será atingida
Pela infelicidade
Toda a sua liberdade
É afetada também
Se seu coração só tem
Esse sintoma anormal
Pra livrar-se desse mal
Faça o bem pra viver bem.

Pra que o coração não guarde
Inveja, ódio e rancor
Ambição e desamor
E tudo que a alma encarde
Não deixe que fique tarde
Se em certa hora vem
A intriga com alguém
Depressa  coloque um fim
Quer acabar o que é ruim
Faça o bem pra viver bem.

Faça orações cada dia
Faça o amor crescer mais
Faça um castelo de paz
Faça aumentar a alegria
Faça fluir empatia
Faça justiça também
Faça ser feliz alguém
Faça da vida um troféu
Faça um caminho pra o céu
Faça o bem pra viver bem.

Autor: Zé Bezerra




sexta-feira, 10 de julho de 2020

CUIDAREMOS MELHOR DO PLANETA?

















Sabemos que a pandemia
No mundo é o mal maior
Não podendo existir outra
Realidade pior
Mas em meio a essa guerra
O nosso planeta terra
Vem respirando melhor.

As imagens de satélites
Vistas na televisão
Emitidas pela Nasa
Disso nos chama a atenção
Uma notícia que agrada
Que é a acentuada
Queda da poluição.

O monóxido de carbono
Tem diminuído agora
O nitrogênio, o dióxido
Em baixa, trazem melhora
A todos os seres vivos
São aspectos positivos
Que surgem no mundo afora.

Pra fazer a fotossíntese
Plantas não têm embaraço
Houve equilíbrio no clima
Temperatura e mormaço
Vê-se a melhora surgindo
Menos fumaça subindo
Para agredir o espaço.

Ficou menos o barulho
Nos grandes centros urbanos
Durante a quarentena
Que foi imposta aos humanos
Pelo menos por uns dias
As praias estando vazias
Deram vida aos oceanos.

Teve a natureza um saldo
Na biodiversidade
Menos sujeiras nas águas
O ar com mais qualidade
Peixes felizes nadando
E a passarada cantando
Com mais vida e liberdade.

Logo o meio ambiente
Um grande alívio sentiu
Um saudável panorama
No horizonte surgiu
Isso ocorreu felizmente
Só porque bastante gente
Em casa se retraiu.

Bem concretos e visíveis
Exemplos foram mostrados
Que a freada nos humanos
Em tempos determinados
Não foi nenhuma surpresa
Trazer para a natureza
Excelentes resultados.

Diante disso façamos
Profunda reflexão
Dirigindo o pensamento
Para essa indagação
Com bom senso e com prudência
Dizendo pra consciência
Aprendemos a lição?

Será que ao terminar
Esse período incomum
Não poluir passa a ser
Tarefa de cada um
Tendo o mundo outra faceta
Cuidaremos do planeta
A nossa casa comum?

Autor: Zé Bezerra






segunda-feira, 6 de julho de 2020

MÚLTIPLAS INTELIGÊNCIAS




















As inteligências múltiplas
Porque são dons naturais
Evoluem sempre mais
Com importante mudança
Que atinge o comportamento
Dando rápido crescimento
À mente de uma criança.

Por isso a criança deve
No dia a dia a  crescer
Em casa já receber
Os estímulos necessários
Pra seguir a trajetória
Desenvolvendo a memória
Com conhecimentos vários.

Também compete à escola
Atuar com competência
Buscando a eficiência
No seu papel pedagógico
E às crianças  instruir
Pra nelas evoluir
O raciocínio lógico.

Cálculos, pinturas, desenhos
Jogos são essenciais
Instrumentos musicais
Contos, interpretações
Também não podem faltar
Para a criança expressar
Diversas aptidões.

Ana Maria de Andrade
É quem transmite essas dicas
Com suas ideias ricas
Vê na criança as essências
E alerta escola e pais
Que não descuidem jamais
Das múltiplas inteligências.

Autor: Zé Bezerra










segunda-feira, 29 de junho de 2020

UM OUTRO TEMPO VIRÁ
















Estamos vivendo um tempo
Bem atípico à nossa frente
Tudo mudou de repente
Sem nem o povo entender
Porque isso acontecia
Mudou da noite pro dia
Nosso modo de viver.

Devido esta pandemia
Que atinge o mundo inteiro
Aqui e no estrangeiro
Da China à Faixa de Gaza
De Goiás ao Maranhão
Para a maior prevenção
A ordem é ficar em casa.

Por isso, aglomerações
É proibido existir
Não é pra ninguém sair
Nem santo ninguém festeja
Só dá desânimo e preguiça
E o padre celebra a missa
Quase sozinho na igreja.

Todo mundo usando máscara
Cumprindo o isolamento
Manter distanciamento
Quem tem juízo obedece
Porque são bem necessárias
Essas normas sanitárias
Vindas da O.M.S.

Sem as festanças juninas
Fogos ninguém solta mais
São João sem os arraiais
São Pedro sem ter fogueira
E quadrilhas, nem pensar
Fecharam buteco e bar
Também não tem bebedeira.

O maior São João do mundo
Não pôde haver em Campina
Não tem Cidade Junina
Este ano em Mossoró
Não houve o Dançar Patu
Nem também Caruaru
Foi capital do Forró.

Só o que existe é lives
Essas são até de mais
Os shows, todos virtuais
Não tem mais São João na roça
Os cantores, todos eles
Cantam lá na casa deles
E a gente na casa nossa.

Essa é a realidade
Do nosso tempo presente
Se tudo está diferente
Vamos nos acostumar
Com essa brusca mudança
Mas com fé e esperança
De ver esse mal passar.

Seja em nós a esperança
A luz e a fortaleza
Pra nos trazer a certeza
Da vitória em cada vida
Deus nos abençoará
Pois essa batalha está
Mais perto de ser vencida.

Daqui uns dias veremos
Igrejas cheias de gente
As escolas novamente
Lotadas de estudantes
Deus a graça vai nos dar
De tudo poder voltar
A ser o que era antes.

Se Deus é nosso aliado
Ninguém será contra nós
Tempo bom virá após
Este clima incomum
E o povo com fé e paz
Fará os seus arraiais
Em dois mil e vinte e um.

Acaba -se a tempestade
E vai chegar a bonança
A chama da esperança
Jamais irá apagar
Acredite e não duvide
Deus vai jogar a COVID
Nas profundezas do mar.

Autor: Zé Bezerra

segunda-feira, 22 de junho de 2020

PRA QUE TANTO RACISMO E PRECONCEITO

O racismo é desumanidade
É ausência de paz e tolerância
Consequência da pura ignorância
É efeito de inveja e de maldade
Preconceito é igual a falsidade
Tem recheios de ódio e desamor
Todo cara racista é portador
De ideias mesquinhas sem proveito
Pra que tanto racismo e preconceito
Se os sangues são todos de uma cor.

Quem tratar seu irmão com menosprezo
Só porque a cor dele é diferente
Além duma atitude indecente
De descriminação e de desprezo
É um crime e o réu deve ser preso
Por ferir de alguém o seu pudor
Recebendo da lei todo rigor
Pra saber com o outro ter respeito
Pra que tanto racismo e preconceito
Se os sangues são todos de uma cor.

O sujeito que insiste em ser racista
E por cima, um preconceituoso
É um prato indigesto e asqueroso
Com postura individualista
Sua mentalidade egoísta
Manifesta a conduta de opressor
Humilhando ao outro com rancor
Vale um zero esse tipo de sujeito
Pra que tanto racismo e preconceito
Se os sangues são todos de uma cor.

Autor: Zé Bezerra




O sujeito que insiste em ser racista







quarta-feira, 10 de junho de 2020

DÁ MEDO SAIR













Por estar muito longa a quarentena
A inquietação veio surgir
Dá-me tanta vontade de sair
Só em casa não vale mais a pena
A criatividade está pequena
Nunca mais contei minhas anedotas
Não escuto piadas nem lorotas
Não fiz mais as andanças que fazia
Só não vou bater pernas todo dia
Porque posso findar batendo as botas.

Tenho muita vontade de passar
Umas duas semanas viajando
Alguns pontos turísticos visitando
Subir serra, ir à praia, ver o mar
Ir ao shopping e no parque passear
Ver no lago o voo das gaivotas
Mas depois imagino que essas rotas
Ninguém pode fazer na pandemia
Só não vou bater pernas todo dia
Porque posso findar batendo as botas.

Meu desejo é sair a qualquer hora
Pra rever as pessoas e abraçá-las
Apertar junto ao peito e beijá-las
Expulsando o marasmo para fora
Mas o medo me ataca e apavora
Fica dando em meu ego cambalhotas
Então para evitar grandes derrotas
Fico em casa e não faço o que queria
Só não vou bater pernas todo dia
Porque posso findar batendo as botas.

Autor: Zé Bezerra



sexta-feira, 5 de junho de 2020

UM PLANETA MALTRATADO




















Vive-se hoje o dia
Voltado ao meio ambiente
E que é mundialmente
O dia da Ecologia
Que não desperta alegria
Para ser comemorado
Em um mundo dominado
Pelo vil capitalismo
Devido a tanto egoísmo
O planeta é maltratado.

É grande a destruição
Com as florestas queimadas
Tantas áreas desmatadas
Enorme devastação
Devido a poluição
Vive o mundo adoentado
O ar é contaminado
Por graves interferências
São essas as consequências
De um planeta maltratado.

A Terra, o nosso planeta
É castigado e sofrido
Cada vez mais agredido
Por tanta fumaça preta
Apresenta uma faceta
De quem vive mal cuidado
Como o pior desprezado
Das criaturas de Deus
Pelos moradores seus
O planeta é maltratado.

O homem à Terra flagela
Seja aqui ou seja ali
Na carta " Laudato Si"
O Papa Francisco apela
Para a natureza bela
Ser tratada com cuidado
Mas muitos por outro lado
A isso não dão ouvido
E com furor desmedido
O planeta é maltratado.

O planeta número um
Que dá abrigo aos humanos
Para sofrer tantos danos
Não vê-se motivo algum
A Terra é Casa Comum
Esse lar por Deus criado
Deveria ser zelado
Entretanto infelizmente
Ele é diariamente
Cada vez mais maltratado.

Autor: Zé Bezerra






quinta-feira, 4 de junho de 2020

HOMENAGEM AOS 23 ANOS DA SPVA-RN

Ano noventa e sete , mês de junho
Dia dos namorados foi o dia
Dezessete poetas reunidos
De uma ideia  brilhante ali surgia
Uma sociedade para dar
Mais visibilidade à poesia.

Jornalista e poeta Paulo Augusto
Da associação foi o mentor
Desse grupo artístico cultural
Ele além de idealizador
Foi merecidamente  escolhido
Seu primeiro administrador.

Com os vinte e três anos de existência
Importante tem sido a trajetória
Se já aconteceram alguns fracassos
Muito mais tem havido avanço e glória
É assim que a SPVA
Vai aos poucos fazendo a sua história.

Quem fundava essa sociedade
Já pensava que ela fosse além
São diversos projetos trabalhado s
Frente aos objetivos que ela tem
No começo os poetas eram poucos
Hoje esses são muito mais de cem.

O projeto " Poetas nas Escolas"
É um marco de boa evolução
Que já chega a treze municípios
Cada polo é sinal de expansão
Da SPVA se descentrando
De Natal aos recantos do sertão.

Com bons planos e bons objetivos
Essa sociedade crescerá
Festejando o seu aniversário
Cada sócio feliz agora está
E em uma só voz todos proclamam
Parabéns para a SPVA.


Autor: Zé Bezerra

quarta-feira, 27 de maio de 2020

ELES MOSTRAM O QUE SÃO

Quem viu um vídeo mostrado
Na mídia recentemente
Se tiver bom senso sente
Profunda indignação
E asco de todo jeito
Pela falta de respeito
Dos que governam a nação.

Em reunião de cúpula
Pauta ministerial
Com o chefe surreal
Xingando e falando alto
O que ali veio à tona
Mostra como funciona
O Palácio do Planalto.

Ministro Ricardo Sales
Que é do meio ambiente
Disse ali abertamente:
- Tem que passar a boiada,
Se aproveita a pandemia
Se faz tudo à revelia
Sem Congresso votar nada!

Damares Alves, ministra
Da Família e da Mulher
Vai jogar pesado e quer
Punição aos malfeitores
Que só querem aparecer
Precisa mandar prender
Prefeitos e governadores.

E um tal dum Abraham
Weintraub, lê-se "Entrave"
Esse aí foi o mais grave
Pela extrema arrogância
Pasme toda a nação
Ministro da Educação
Com tanta ignorância!

Falou que os vagabundos
Do Supremo, são um peso
Cada um deve ser preso
E quem tiver ao redor
Com seu tom destemperado
O cara é mal educado
Igual ao Bozo ou pior.

Disse que odeia os índios
Em tom sarcástico e sinistro
Ouvir isso do ministro
Titular da Educação
É difícil tolerar
Não tem como dar lugar
A tanta decepção.

É tipo um prato indigesto
Sua visão é pequena
O MEC  ele  não coordena
Só tem previsão ruim
De um país em derrocada
Com a educação travada
Por um indivíduo assim.

O capitão aos berros
Sem nem pensar na nação
Querendo mais proteção
Pra ele e sua família
Vimos tudo claramente
Como é que essa gente
Atua lá em Brasília.

Naquela reunião
Que o chefe comandou
Ali só predominou
O chulo e a baixaria
Por gente sem compostura
Que já pensa em ditadura
Dentro da democracia.

Autor: Zé Bezerra








sexta-feira, 15 de maio de 2020

O PRESIDENTE QUE TEMOS

O presidente não para
De decepcionar
Tem mostrado até aqui
Que não sabe governar
E se não sabe o que faz
Quer dar uma de audaz
Mas isso o torna pedante
Fraco e  desinteligente
Nós temos um presidente
Incapaz e arrogante.

Ele  além de ser turrão
Sádico e mal educado
Demonstra nas atitudes
Que está despreparado
Não consegue liderar
Nem sabe dialogar
É rude e ignorante
Antiquado e prepotente
Nós temos um presidente
Incapaz e arrogante.

Enorme crise política
Provocou com seus deslizes
No momento que o Brasil
Sofre duas graves crises
Ele instalou a terceira
Feito uma mula coiceira
Porque é deselegante
E ainda inconsequente
Nós temos um presidente
Incapaz e arrogante.

Com seu autoritarismo
Manifesta a cada dia
 Abuso e desrespeito
Pra com a democracia
E de forma surreal
Na Polícia Federal
Insiste em ser o mandante
Com seu papel de insolente
Nós temos um presidente
Incapaz e arrogante.

Por pirraça ele incentiva
Ataques ao parlamento
E faz ao STF
Acintoso enfrentamento
A tais instituições
Essas suas agressões
Dão sinais que o comandante
Perdeu-se completamente
Nós temos um presidente
Incapaz e arrogante.

A crise da pandemia
Não sabe administrar
Os despautérios que fala
Só fazem atrapalhar
Ridículo o seu " e daí ? "
Do Oiapoque ao Chuí
Isso foi tão humilhante
Que dá revolta na gente
Nós temos um presidente
Incapaz e arrogante.

Pela alta insensatez
E a incapacidade
Todo dia está caindo
Sua popularidade
Do seu partido saiu
Criar um, não conseguiu
Porque nosso governante
Pra isso é incompetente
Nós temos um presidente
Incapaz e arrogante.

Quem diz que ele é um louco
Não sabe toda a verdade
Nele em lugar de loucura
O que tem muito é ruindade
Não liga em fazer ofensa
Esculachando a imprensa
Pelo visto mais adiante
Vai perder sua patente
Nós temos um presidente
Incapaz e arrogante.

Autor: Zé Bezerra





segunda-feira, 11 de maio de 2020

CAMINHANDO SE FAZ O CAMINHO















Caminhar num rumo certo
Sem arredar da estrada
Direcionando os passos
Ao fazer a caminhada
Se o caminho é estreito
 Durante o  percurso feito
Mesmo tendo que passar
Por entre pedra e espinho
Pra se fazer o caminho
É preciso caminhar.

Tomé disse pra Jesus:
- Ninguém consegue saber
Qual o caminho a seguir
Jesus ao lhe responder
Disse: - O caminho sou eu
Felipe, outro apóstolo seu
Pediu pra Ele mostrar
O pai, pra tudo ficar
Conhecido de pertinho
Pra se fazer o caminho
É preciso caminhar.

Pra que o caminho seja
Com cuidado construído
Primeiramente é preciso
Que seja bem conhecido
E pra conhecê-lo bem
É necessário também
A pessoa procurar
Livrar-se do descaminho
Pra se fazer o caminho
É preciso caminhar.

Com uma fé permanente
E paz estabelecida
Assim nós podemos dar
Boa direção à vida
Nos momentos de fracasso
Tentando acertar o passo
Nós poderemos chegar
Ao topo devagarinho
Pra se fazer o caminho
É preciso caminhar.

Autor: Zé Bezerra





sexta-feira, 8 de maio de 2020

TRABALHADORES & DESEMPREGADOS (soneto)





O primeiro de maio dia universal
Devido a crise foi pouco lembrado
Mas o trabalhador em qualquer local
Merece ser bem valorizado.

Mas para ele é raro ser tributado
O reconhecimento profissional
Isso não é feito em nenhum estado
Já que o predomínio é do capital.

Por outro lado é grande a desventura
Da realidade massacrante e escura
Que gera incerteza e desassossego

Nos solidarizemos com as aflições
Dos muito mais de treze milhões
De irmãos brasileiros que não têm emprego.

Autor: Zé Bezerra






sábado, 2 de maio de 2020

SOU PRESIDENTE, NÃO SOU COVEIRO























Tem gente ficando com raiva de mim
Eu não dou cartaz a quem é encrenqueiro
Essa pandemia não só é aqui
Ela se estende pelo mundo inteiro
Não tou nem ligando se os velhos morrem
Eu sou presidente, eu não sou coveiro.

Eu tenho razão em xingar vocês
Que andam pensando que sou milagreiro
Se tem um Messias no meu sobrenome
É pra ver que sou o maior brasileiro
Digo a quem tá vivo e a quem morreu
Eu sou presidente, eu não sou coveiro.

Pesa mais que chumbo minha canetada
Mandetta queria virar um guerreiro
Mandei ele às favas com seu secretário
Agora tem Nelson meu bom companheiro
General Eduardo,  mais um que dei vez
Eu sou presidente, eu não sou coveiro.

Do coronavírus eu não tenho medo
Só fica em casa quem é beradeiro
Acabem essa farsa de isolamento
Vão tudo pra rua, tou dando dinheiro
Não vou me importar se alguém bate as botas
Eu sou presidente, eu não sou coveiro.

A imprensa fica mentindo pro povo
O número de mortos não é verdadeiro
O que tem muito é alarme falso
Em Manaus, São Paulo e Rio de Janeiro
Se morrerem dez mil, eu digo: "e daí?!"
Eu sou presidente, eu não sou coveiro.

Autor: Zé Bezerra

terça-feira, 28 de abril de 2020

SIMBA E EU (soneto)






















Eu moro com Simba, ele é meu amigo
Nós compartilhamos dessa convivência
Ele entende as frases que sempre lhe digo
É admirável sua inteligência.

Em alguns momentos não tem paciência
E não quer seguir o caminho que sigo
Por ser um garoto na adolescência
Tem vez que ele fica se expondo ao perigo.

Eu sou reservado e fraco de conquista
Ele é avançado, um cara farrista
Sem ver as paqueras não se acostuma.

Enquanto eu sou tímido, ele faz bravatas
É um ricardão,  ama a sete gatas
E eu até aqui não tenho nenhuma.

Autor: Zé Bezerra


sexta-feira, 24 de abril de 2020

SOU A CONSTITUIÇÃO















Querem saber quem eu sou?
Eu sou um cara teimoso
Sou rude, sou odioso
Faço que vou, mas não vou
Só sei que hoje eu estou
Numa alta posição
Não brinquem comigo não
E aos que faltam saber
Eu agora vou dizer:
Sou a Constituição.

Eu era do baixo clero
Lá da Câmara Federal
Mas tornei-me maioral
Hoje eu posso, mando e quero
Comunista não tolero
Esquerdista também não
Sou de Deus, eles do cão
Quem tiver achando ruim
Venha pra cima de mim
Sou a Constituição.

Meu jeito destemperado
Todo dia continua
Em toda força de lua
Eu fico meio aluado
Se faço um discurso errado
Quem me corrige é Mourão
Mas prestem bem atenção
Porque não falo besteira
Que o povo queira ou não queira
Sou a Constituição.

No meu governo moderno
Só eu faço diferença
Esse povo da imprensa
Vá pros quintos do inferno
Eu sei bem como governo
Disso aí não abro mão
Sou antiquado e turrão
Panelaço  não aceito
Isso é falta de respeito
Sou a Constituição.

Quero o desmatamento
Na Amazônia crescendo
Os índios eu não defendo
Esse é um povo nojento
Quero o desenvolvimento
De toda essa região
Garimpo em evolução
Desabe a ecologia
E cresça a economia
Sou a Constituição.

Não pode o Brasil parar
Por causa da pandemia
Morre gente todo dia
Pra isso eu não vou ligar
Interessa é aumentar
O progresso da nação
Gosto de aglomeração
Eu falo sério e não brinco
Que venha outro AI  cinco
Sou a Constituição.

Eu não vou adoecer
De febre, nem de morrinha
Não é qualquer gripezinha
Que me bota pra correr
Se a garganta doer
Não ligo pra isso não
Sou um chefe capitão
E só aos meus eu dou vez
Eu sou quem mando em vocês
Sou a Constituição.

O meu castelo é blindado
Sou rei da cocada preta
Moro, Valeixo e Mandetta
Tudo dançaram vexado
Mandei que fique calado
O trouxa da Educação
Guedez não abra o bocão
Se não vai dançar também
Eu não abro nem pra o trem
Sou a Constituição.

Autor: Zé Bezerra










quinta-feira, 16 de abril de 2020

ELE NÃO FAZ ESCOLHA

Esse vírus por todos é temível
Combatê-lo é expor-se ao naufrágio
Pela velocidade do contágio
Enfrentá-lo é quase impossível
Por ser um inimigo invisível
Não é fácil encarar esse rival
Que já tem um alcance mundial
É enorme o desastre onde ele passa
O "corona" não quer saber de raça
Nem partido e nem classe social.

Com a sua periculosidade
Matou muitos e está matando mais
As maiores potências mundiais
Não tiveram pra ele autoridade
Nos poderes vê-se a fragilidade
Em palácio ou em corte imperial
Para esse inimigo universal
Tanto faz ser elite ou populaça
O "corona" não quer saber de raça
Nem partido e nem classe social.

Ele ataca na aglomeração
Nem um tipo de gente ele respeita
Seja alguém de esquerda ou de direita
Comunista, espírita, ateu, cristão
Jovem, adulto, criança e ancião
Médico, padre, trabalhador braçal
Empresário, juiz e general
Magnata, gari, chofer de praça
O "corona" não quer saber de raça
Nem partido e nem classe social.

Boris Johnson, mandão do Reino Unido
Começou a zombar, foi atacado
Pedro Sánchez sentiu-se amedrontado
Na Espanha foi grande o alarido
Lá na França, Macron viu-se vencido
Ângela Merkel, também ficou igual
Mattarella, na Itália passou mal
Trump e Putin temeram a ameaça
O "corona" não quer saber de raça
Nem partido e nem classe social.

Ao chegar ao Brasil não respeitou
Nem pequenos, nem chefes de poder
Teve alguns que  quiseram estremecer
Mas a fera depressa os adomou
O pacote do Guedes embargou
Gente grande baixou ao hospital
Não ligou para o Bozo, o surreal
Que deixou o Mandetta na mordaça
O "corona" não quer saber de raça
Nem partido e nem classe social.

Autor: Zé Bezerra









sábado, 11 de abril de 2020

NÃO SAIA DE CASA NÃO














O tempo é de pandemia
O vírus vai se alastrando
O povo se infectando
Morre gente todo dia
No começo alguém dizia:
- Isso é só assombração
Nada disso meu irmão
Siga as normas, não descarte
Busque fazer sua parte
Não saia de casa não.

Use de civilidade
Não dê valor ao atraso
Só saia de casa em caso
De extrema necessidade
Não vá andar na cidade
Evite aglomeração
De ninguém aperte a mão
Faça por onde livrar-se
Para não contaminar-se
Não saia de casa não.

Não vá desobedecer
Não pense que é brincadeira
Em casa, a semana inteira
É certo permanecer
Se faltar o que fazer
Procure uma ocupação
Veja a recomendação
Que a OMS faz
Se a vida é o que vale mais
Não saia de casa não.

Mantenha a mente serena
Faça isso pra o seu bem
Pra o bem dos outros também
Essa ação não é pequena
Sabe-se que a quarentena
Causa tédio e frustração
Porque esta reclusão
Pra ninguém não é normal
Mas pra evitar o mal
Não saia de casa não.

À apatia resista
Viva a crise do momento
Mantenha o isolamento
Tenha fé, seja otimista
Do infectologista
Siga a orientação
Não dê a mínima atenção
A quem falar o contrário
Resguarde-se o necessário
Não saia de casa não.

Não vá à churrascaria
Não vá a shopping ou cantina
Não vá ao bar da esquina
Não vá à mercearia
Não vá mais à padaria
Ligue pra trazerem pão
Feira, remédio, carvão
E o gás de cozinhar
Enquanto a crise durar
Não saia de casa não.

Autor: Zé Bezerra



domingo, 5 de abril de 2020

A VIDA É PRIORIDADE






















Qualquer que seja o problema
Que venhamos enfrentar
Deve estar a nossa vida
Sempre em primeiro lugar
A vida é o dom maior
Para o grande ou o menor
Tendo um ano ou cem de idade
Estando intrauterina
Por ser dádiva divina
A vida é prioridade.

Num tempo de pandemia
Levando o mundo a um deslize
Com as nações atingidas
Por uma enorme crise
Situações cruciais
Afetam cada vez mais
Toda a humanidade
Temos consciência disso
Diante de tudo isso
A vida é prioridade.

Nessa guerra contra o vírus
Ações são desenvolvidas
Diuturnamente os médicos
Lutam para salvar vidas
Tudo é feito a cada dia
No auge da pandemia
É alta a letalidade
Devido a forte doença
E nessa batalha imensa
A vida é prioridade.

Vê-se a economia
No mundo quase falida
Porém isso é secundário
Que primeiro está a vida
Ela tem que ser cuidada
Protegida e resguardada
Em qualquer localidade
Portanto, abaixo a ganância
Que em toda circunstância
A vida é prioridade.

Autor: Zé Bezerra

domingo, 29 de março de 2020

FOI ABAIXO UM CASTELO DE REPENTE

















Ano dois mil e vinte, março, o mês
Vinte e dois, um domingo, foi o dia
Pelas dezoito horas falecia
Valdir Teles poeta de altivez
Um enfarto o liquidou de vez
Para todos foi grande o susto, a dor
Ofuscava-se ali o esplendor
De uma estrela de brilho reluzente
Foi abaixo um castelo de repente
Com a morte do grande cantador.

Valdir Teles, um grande repentista
Estupendo por sua cantoria
Um talento incomum da poesia
Foi da arte do verso, um grande artista
Dos famosos encabeçava a lista
Pra cantar tinha ritmo e disciplina
Sua inspiração pura e divina
A tendência era só evoluir
A partida imprevista de Valdir
Enlutou a cultura nordestina.

Foi Valdir passarinho condoreiro
Que voava cruzando o céu azul
Centro - Oeste, Nordeste, Norte e Sul
Cantou muito pelo Brasil inteiro
Viajou a países do estrangeiro
Lá fez shows divulgando bem seu canto
Essa ave canora no entanto
Deus de súbito levou-a ao por do sol
Foi pra mata do céu um rouxinol
Que nas matas da terra cantou tanto.

Valdir Teles foi um dos maiorais
Pela fama tornou-se referência
Cantador de brilhante inteligência
Campeão de inúmeros festivais
Aplaudido em todos os locais
Esse vate autêntico e varonil
Um profissional sábio e gentil
Com seu canto de luz e liberdade
Veio a morte e levou sem piedade
Um dos grandes poetas do Brasil.

O baião, a toada, o ritmo, a voz
Vamos só escutar em seus CDs
Sua imagem através dos DVDs
É agora o que resta para nós
Esse astro ficou sem seus farois
Sem o brilho da luminosidade
O reinado ficou sem majestade
Cada fã com o peito dolorido
E o Nordeste chorando entristecido
Envolvido num manto de saudade.

João Furiba, Heleno Severino
E Antonio França, sentiram um solavanco
Já chamaram Granjeiro e Louro Branco
O Raimundo Cardoso e Zé Galdino
Chicó Gomes e Diniz Vitorino
Já mandaram Antonio Sobrinho ir
Avisar João da Luz para abrir
O portão para o gênio da poesia
E fizeram uma grande cantoria
Lá no céu, na chegada de Valdir.

Autor: Zé Bezerra

domingo, 22 de março de 2020

A TERRA UM DIA PAROU

















Em seis dias Deus criou
O céu, a terra e o mar
Criou seres vivos para
Todo o globo povoar
A terra no firmamento
Fez ficar em movimento
Pra nunca poder parar.

Mas um tal coronavírus
Lá pela China surgia
E logo no mundo inteiro
Espalhou-se a pandemia
Em pouco menos de um mês
Esse malefício fez
A terra parar um dia.

Com isso o mundo fechou-se
Todas as fábricas pararam
Complexos industriais
Suas máquinas desligaram
Por efeitos dos enguiços
As prestações de serviços
Também não funcionaram.

No âmbito capitalista
Reinou um grande alvoroço
Com o despencar das bolsas
Ninguém conteve o destroço
O Brasil que não crescia
Viu a sua economia
Chegar ao fundo do poço.

As fronteiras dos países
Tiveram que ser fechadas
Praças e praias desertas
Nem caminhões nas estradas
Sem carros de aplicativos
Sem transportes coletivos
As ruas esvaziadas.

Os padres e os pastores
Por normas de precaução
Sem os fiéis nas igrejas
Fizeram celebração
E os ritos desenvolvidos
Em casa eram assistidos
Por face ou televisão.
   
Docentes não deram aula
Porque faltaram discentes
Os shoppings centers fechados
Os bancos sem ter clientes
À beira de um genocídio
Médicos através de vídeo
Consultaram pacientes.

Os eventos culturais
Foram todos cancelados
Mega shows e festivais
Não foram realizados
Estádios também sujeitos
Só uns poucos jogos feitos
Todos com portões fechados.

O povo deixou de ir
A bares e restaurantes
Os navios atracados
Confinaram os tripulantes
Nos presídios, retrocesso
Os soldados de recesso
Não prenderam os meliantes.

Bandidos e traficantes
Não saíram nesse dia
Sem assaltos, sem sequestros
Só a paz no mundo havia
Queixas ninguém registrou
Assim não funcionou
Nenhuma delegacia.

Aviões não decolaram
Nos metrôs ninguém andou
Os ônibus não circularam
O povo em casa ficou
Em quarentena e retiros
Devido o coronavírus
A terra um dia parou.

Autor: Zé Bezerra