quarta-feira, 22 de junho de 2016

EMPATIA

Uma ação virtuosa é a virtude
Dom sublime que o ser humano tem
Que desperta vontade de ajudar
De amar e de praticar o bem.

Entre tantas virtudes existentes
Focaliza-se aqui a empatia
Que permite a pessoa ser capaz
De doar-se e servir com alegria.

Empatia nos traz fraternidade
E desejo em poder compartilhar
Imbuído do sentimento alheio
Ocupando do outro o seu lugar.

Ser empático é ser bom, é ser gentil
Fazer boas ações no dia a dia
Bem feliz é aquele que possui
Uma vida repleta de empatia.

Autor: Zé Bezerra

terça-feira, 14 de junho de 2016

POVO INDIGNADO


















Toda a sociedade
Passa por momentos críticos
Convivendo com políticos
Sem ter credibilidade
É uma realidade
Que causa indignação
Cada dia o cidadão
É decepcionado
Vive o povo indignado
Com tanta corrupção.

Esses caras desonestos
Que têm cargos elevados
Senadores, deputados
São uns pratos indigestos
Os veementes protestos
Feitos em toda a nação
É a manifestação
De quem está revoltado
Vive o povo indignado
Com tanta corrupção.

Verbas que são desviadas
O roubo que predomina
Com dinheiro de propina
Campanhas financiadas
Empreiteiras contratadas
Pela administração
Forjando a licitação
Preço superfaturado
Vive o povo indignado
Com tanta corrupção.

O erro vem de atrás
É mal que está na raiz
Endireitar o país
Isso é o que ninguém faz
Em Brasília não tem mais
Lugar pra tanto ladrão
Aos que mais roubam lhes dão
Foro privilegiado
Vive o povo indignado
Com tanta corrupção.

 Autor: Zé Bezerra


domingo, 5 de junho de 2016

MAIS UM ANO DE SECA NO SERTÃO




















O sertão está sempre em desvantagem
Que o tempo não tem favorecido
Com seu solo ardente e ressequido
É sombria e sem vida a sua imagem
Cinco anos seguidos de estiagem
Reduziu-se a zero a plantação
Está quase deserta a região
Com o povo migrando do lugar
Vai ser muito difícil suportar
Mais um ano de seca no sertão.

Secas verdes estão continuadas
Desde dois mil e doze até agora
Do sertão muita gente foi embora
As reservas de água estão minguadas
Com as temperaturas alteradas
Seca poço, lagoa e cacimbão
Têm açudes que a água no porão
Está suja e em breve vai secar
Vai ser muito difícil suportar
Mais um ano de seca no sertão.

Nunca mais o produto da lavoura
Foi à mesa do homem sertanejo
Que sem ter esperança e sem desejo
Não viu mais uma chuva benfeitora
Por a seca ser tão devastadora
Não há nada que brote desse chão
Acabou-se de vez a produção
E o gado não acha onde pastar
Vai ser muito difícil suportar
Mais um ano de seca no sertão.

Fica seco o mofumbo, o marmeleiro
Só é verde aveloz e macambira
Resultado da roça ninguém tira
Pela falta de chuva o ano inteiro
Goiabeira, mangueira e cajueiro
Não dão frutos devido a sequidão
Sem ter fava, arroz, milho e feijão
Resta em Deus confiar e esperar
Vai ser muito difícil suportar
Mais um ano de seca no sertão.

Vão desaparecendo os colibris
Os graúnas, xexéus e sabiás
Rouxinois, tico-ticos e pardais
Aves de arribação e juritis
Ninguém vê mais nambu e nem perdiz
Nem peitica, canário e nem cancão
Não tem mais joão-de-barro e o carão
Sem a chuva ele fica sem cantar
Vai ser muito difícil suportar
Mais um ano de seca no sertão.

Autor: Zé Bezerra



quinta-feira, 2 de junho de 2016

OBRIGAÇÃO IRRESTRITA


















Quando não se respeita a natureza
Ela sente e reage todo dia
Todas as reações são os efeitos
Negativos para a ecologia

Daí surgem problemas ecológicos
Que vêm prejudicar a muita gente
Provocando a voraz destruição
Gradativa do meio ambiente.

Só a educação ambiental
Traz ao homem responsabilidade
E um estilo de vida sustentável
Dá mais vida à biodiversidade.

Se o humano é de Deus a semelhança
Ele tem irrestrita obrigação
De cuidado, atenção e de respeito
Pela obra integral da criação.

Autor: Zé Bezerra


segunda-feira, 30 de maio de 2016

HOMEM QUE É HOMEM NÃO CHORA














"Homem que é homem não chora"
É uma frase machista
Sobre a mesma tem-se hoje
Um novo ponto de vista
Se há alguém que a diga
É mentalidade antiga
Que está fora da lista.

Foi-se o tempo em que o homem
Para poder demonstrar
Ter coragem, ter bravura
E força para mandar
Com superioridade
E ser macho de verdade
Jamais podia chorar.

Esse pensar atrasado
Felizmente foi mudando
As arestas do machismo
Aos poucos foram quebrando
Hoje sem impedimento
Por força do sentimento
É normal homem chorando.

Ideias ultrapassadas
Estão sem nenhum valor
Pelo choro se extravasa
Emoção interior
Dessa que ao coração trava
Shakespeare afirmava
"Choro diminui a dor."

Autor: Zé Bezerra