quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

NUM GRANDE GESTO DE AMOR

A hora mais pontual
Pra retirar de quem morre
Seus órgãos, é quando ocorre
Sua morte cerebral
O morto pode afinal
Se tornar o doador
Se sua família for
Fraterna e compreensiva
Permite que o outro viva
Num grande gesto de amor.

É ação incomparável
De quem com dor e bramido
Ao ter de um ente querido
Sua perda irreparável
Mas numa atitude amável
Que é mais que um favor
Doa os órgãos sem temor
Daquele que se liquida
Para salvar outra vida
Num grande gesto de amor.

Quem dá autorização
Dos órgãos enquanto vivo
Nesse ato positivo
Antecipa a doação
De fígado, de coração
Para acabar com a dor
Do doente sofredor
Doa córneas, rins e mais
Doa seus órgãos vitais
Num grande gesto de amor.

Portanto é grande dever
E caridade de quem
Doa seus órgãos a alguém
Que necessita viver
Quem faz isso, ao morrer
De uma vida é salvador
Do céu é merecedor
Porque em sã consciência
Prolongou uma existência
Num grande gesto de amor.

Autor: Zé Bezerra

Um comentário:

helena bezerra de araujo disse...

sto comentando todas as poesias postadas neste mês, pois todas são òtimas.você caprichou mesmo na bagagem de 60 poesias no decorrer deste ano . peço a Deus que continue te inspirando para continuar criando mais e mais poesias belas no ano que se aproxima.UMforte abraço desta tua fã.Helena.